José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Manifestantes ocupam reitoria em protesto na USP

Conselho Universitário se reúne na tarde desta terça-feira; grupo reivindica eleições direta para a cúpula da instituição

Barbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2013 | 14h45

Atualizado às 18h39.

Cerca de 400 manifestantes ocuparam o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na tarde desta terça-feira, 1º, para pressionar por eleições diretas para a cúpula da instituição. O protesto começou às 13 horas e reuniu grupos de docentes, alunos e funcionários das unidades do Butantã e Ermelino Mattarazzo, em São Paulo, Lorena, São Carlos e Piracicaba, além de representantes da Associação dos Docentes da USP (Adusp), e do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

 

O conselho universitário deve decidir ainda nesta terça, em encontro fechado, como deve ser feita a eleição para reitores da USP. Os manifestantes tentaram arrombar as portas da sala onde ocorre a reunião, mas foram impedidos por seguranças, que estavam do lado de dentro. O grupo se concentra no saguão central do prédio antigo da reitoria da universidade no câmpus Butantã, na zona oeste de São Paulo.

Modelo contestado. Atualmente a eleição tem dois turnos: no primeiro, 1.925 eleitores escolhem três nomes e os mais votados vão para o segundo turno, no qual participam 330 eleitores. O governador faz a escolha entre os três mais votados.  No último pleito, em 2009, o atual reitor João Grandino Rodas foi escolhido pelo então governador Jose Serra (PSDB), mesmo sem ser o líder de votos da lista tríplice.

No final de outubro, devem ocorrer novas eleições. "Lutamos pelas eleições diretas, paridade de votos entre professores, estudantes e funcionários e o fim da lista tríplice", reivindica  a diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e estudante do segundo ano do curso de Letras, Luisa D`Avola, de 25 anos,

De acordo com a aluna, os manifestantes enviarão um pedido oficial à reitoria para declarar inválidas as decisões tomadas na reunião desta terça-feira. Luisa também reivindica que as propostas aprovadas no conselho universitário sejam submetidas a plebiscito na comunidade acadêmica e que a próxima reunião seja aberta ao público.

Duas viaturas e cinco policiais acompanham a manifestação na frente do prédio. Não houve confronto durante a entrada dos alunos no prédio.

Portas fechadas. A abertura das reuniões ao público foi derrubada pela maioria do conselho universitário. De acordo com a assessoria de imprensa da USP, foram 20 votos favoráveis, 94 contrários e duas abstenções. Os representantes dos alunos abandonaram a sala onde ocorre o encontro após essa votação.

Segundo a assessoria de imprensa da USP, o conselho universitário ainda está em reunião. Os estudantes farão assembleia às 20h para decidir se continuam no saguão central do prédio da reitoria.

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