Mandarim entra na grade de escolas de São Paulo

Com China em alta, escolas correm atrás de qualificação maior dos alunos

Mariana Lenharo, JORNAL DA TARDE

01 de dezembro de 2010 | 11h51

O ensino do mandarim, língua oficial da China, está em alta. E não só nas escolas de idiomas, mas também nas instituições de ensino regular de São Paulo, como Escola Cidade Jardim PlayPen, Colégio Sidarta, Mater Dei e Humboldt. Para 2011, a disciplina será oferecida também pelo Porto Seguro, enquanto o Vértice estuda a demanda das famílias para decidir se adere.

 

A principal justificativa para acrescentar o idioma nas grades curriculares é a importância crescente da China no cenário econômico mundial e a tendência de se exigir dos profissionais que entram no mercado de trabalho – principalmente no mundo dos negócios – que saibam se comunicar com os chineses.

 

“Neste mundo globalizado, nós sabemos que o diferencial do profissional será o domínio de línguas. Por isso, priorizamos uma formação plurilinguística”, afirma Sônia Bittencourt, coordenadora pedagógica do Porto Seguro. Lá, o inglês, o alemão e o espanhol já são disciplinas obrigatórias, e o mandarim entrará como atividade extracurricular do 6.º ao 9.º ano. Sônia conta que alguns alunos do colégio já fazem aulas de mandarim fora da escola. Para a coordenadora, os pais passam esses valores muito cedo para as crianças. “Às vezes, cedo demais. É até uma neurose, os pequenos ainda têm muito o que brincar.”

 

 

De olho no futuro

SÔNIA BITTENCOURT, COORDENADORA PEDAGÓGICA DO PORTO SEGURO

“Alguns já fazem mandarim fora da escola. Temos um aluno bem pequeno, do 5º ano, que disse: ‘Meu pai falou que o chinês é a língua do futuro e eu tenho de aprender para ser bem sucedido’.”

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