Mais longa e menos complicada, Fuvest exigiu raciocínio

Vestibulandos confirmaram as impressões da diretoria da Fuvest: a prova de hoje ontem foi mais fácil do que a de anos anteriores. As mudanças no maior vestibular do País deixaram o exame da primeira fase, realizado em 202 lugares em todo o Estado, com enunciados mais objetivos e claros, embora as questões exigissem bastante raciocínio. Era o que tinha adiantado ao Estado o diretor da entidade, Roberto Costa.A facilidade foi menor, porém, nas áreas de exatas ? que tradicionalmente causam maior dor de cabeça aos estudantes. As disciplinas de física e química foram consideradas as mais difíceis, seguidas por matemática. ?Física estava impossível. Chutei muito?, reclamava Lilian Andrade, de 16 anos, ao sair da prova no prédio da Escola Politécnica, na Universidade de São Paulo (USP). ?Nessas áreas é difícil facilitar e não descaracterizar o exame?, disse, ontem, o diretor da Fuvest.Na avaliação dos professores do curso Objetivo, a prova também estava mais simples este ano.Na capital, 4.436 alunos não compareceram ao vestibular, no interior, 1.561. ?O exame de cinco horas talvez tenha amedrontado quem não estava muito interessado?, afirmou Costa.Pela primeira vez desde o vestibular de 1995, a etapa inicial da Fuvest foi realizada em apenas um dia. Antes, eram duas provas ? com quatro horas cada e 80 questões. Dessa vez, a prova teve 100 questões e uma hora a mais. Para alguns candidatos, foi um duro teste de resistência. ?Foi muito cansativa. ?Em geral, a prova não estava tão difícil, mas foi preciso pensar bem antes de reponder?, disse Thiago Sawada, de 17 anos. ?As questões estavam mais bem explicadas, mas foi cansativa?, acrescentou Luiz Fábio Gomes, de 21 anos, que disputa uma vaga de no curso de Ciências Sociais. É o segundo vestibular que ele participa. A Fuvest teve este ano recorde no número de inscrições, uma procura 10,2% maior que no ano passado. Entre os candidatos, 18.085 são treineiros, aqueles que ainda não terminaram o ensino médio e fazem o vestibular. » Leia o noticiário sobre a Fuvest

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