Mais de 90% dos professores de escolas públicas têm acesso à internet de casa

O porcentual, referente ao ano de 2012, é superior ao índice registrado em 2010 (81%)

Davi Lira, O Estado de S. Paulo

23 Maio 2013 | 13h29

Enquanto menos da metade da população brasileira tem acesso à internet da própria residência, 92% dos professores de escolas públicas do País já possuem conexão à web no domicílio. Praticamente todos os docentes - incluindo os 8% restantes -, são considerados "usários em rede", ou seja, utilizaram alguma vez a web nos últimos três meses. O porcentual, referente à 2012, é superior ao índice de 2010 (81%).

Os números fazem parte da terceira edição da pesquisa TIC Educação divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) - entidade oficial que integra serviços de internet no País. Para chegar a esses indicadores, a pesquisa entrevistou pessoalmente 1.236 professores de mais de 570 escolas públicas urbanas de todas as regiões do Brasil.

Além de massificado o acesso à internet, os professores estão cada vez mais trocando o computador de mesa pela versão portátil, como os nootebooks. A proporção de professores com o instrumento de mão aumentou 10 pontos porcentuais de 2011 para 2012. E mais, praticamente metade dos professores levam o equipamento para as salas de aulas.

"Os nossos professores estão conectados. E o porcentual de conexão é até superior ao de outros profissionais com nível superior. Para esse público o acesso chega à 91%, um pouco menor que os professores em geral, ou seja, de todos os níveis de escolaridade", afirma Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (CETIC.br) - unidade vinculada à CGI que realizou a pesquisa.

Aprendizado

Se a batalha do acesso ao equipamento já está sendo ultrapassada, o embate da apropriação das ferramentas disponíveis no equipamento ainda é um desafio. Isso porque, segundo a pesquisa, os professores tiveram que aprender sozinhos a utilizarem o computador.

Quem não conseguiu aprender pela própria astúcia, teve de recorrer a um curso de informática. Dos que realizaram cursos específicos, mais de 70% pagaram do próprio bolso. Apenas 22% tiveram acesso a um treinamento formal oferecido pelas secretarias de educação.

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