'Maioria seguia só um modelo'

Entrevista com Renato Pedrosa, professor que coordena a Comissão Permanente para o Vestibular da Unicamp

Fábio Mazzitelli, Jornal da Tarde

20 Agosto 2010 | 11h44

Por que a mudança?

 

A ideia da Unicamp sempre foi mandar uma mensagem de formação completa. E a parte da escrita continua sendo uma das deficiências mais graves. Até estudantes que tinham bom desempenho no vestibular na parte de conteúdo específico apresentavam problemas na hora de montar um argumento mais elaborado, um texto mais longo. Percebemos que havia um formato de treinamento de redação. Antes, a Unicamp dava três opções – dissertação, narrativa e carta – e mais ou menos 80% das pessoas faziam a dissertação. Já estava predeterminado o que se faria, certamente fruto de adaptações das escolas e de cursos preparatórios para a prova e a redação.

 

A língua portuguesa foi a área do conhecimento em que os estudantes menos pontuaram no último Enem. Isso é também um problema de escrita?

 

É. Se você olhar a educação no Brasil, sempre se enfatizou muito o conteúdo e pouquíssimo as habilidades de a pessoa formular, ler, entender. Então, é normal e esperado esse resultado.

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