Maioria dos cursinhos manteve rotina

De 11 escolas e pré-vestibulares ouvidos, só 3 aproveitaram cancelamento do Enem para montar programas especiais de estudo

Paulo Saldaña, Especial para o Estadão.edu

05 Dezembro 2009 | 15h17

A maioria das escolas e cursinhos não ofereceu aulas ou esquemas especiais de preparação para o Enem depois do cancelamento do primeiro exame. De 11 instituições consultadas pelo Estadão.edu, apenas 3 tiveram programação específica após o adiamento do Enem.O cursinho da Poli terminou na sexta-feira uma semana de revisão, nos três períodos. "A gente dividiu entre as quatro áreas do Enem e trabalhamos o conteúdo e as habilidades exigidas. Tudo como já tínhamos feito", disse a coordenadora Alessandra Venturi. A Poli foi o único dos principais cursinhos de São Paulo a reeditar uma revisão para o Enem.O Colégio Vértice, há três anos em primeiro no ranking do Enem, manteve apenas a revisão tradicional para os vestibulares. "Os alunos fizeram exercícios de provas dos anos anteriores, inclusive a do Enem que vazou", diz o diretor da escola, Adilson Garcia. No Objetivo houve aulas extras com foco no Enem em outubro e novembro. "À medida que a gente tem mais questões, como a prova anterior, dá para analisar melhor o que deve cair", explica o coordenador Eduardo Figueiredo. O Magister também manteve aulas preparatórias especiais. "As aulas foram trabalhadas para que as habilidades tivessem uma maior relação com os conteúdos", disse o coordenador do Ensino Médio, Marcelo Feitosa.Entre os alunos, o ritmo de estudos foi mantido. Mariana Cristina Fernandes, de 17 anos, aluna da Escola Técnica Getúlio Vargas, aproveitou o tempo ganho com o adiamento para se dedicar aos assuntos que ainda não dominava. "Foi bom porque pude me aprofundar naquilo em que tinha dúvida, principalmente na área de biologia", diz ela, que pretende usar a nota para conseguir bolsa no ProUni para o curso de Psicologia. Tays Camilo, de 18 anos, candidata a uma vaga em Veterinária, resolveu a prova que vazou. "Quis ver o que poderia ter errado se fizesse naquele dia." Apesar de ter facilitado para a prova de hoje, Tays lamenta o adiamento. "Não passei na 1ª fase da Unesp por um ponto. Se tivesse o Enem, poderia ter me ajudado." A Unesp usará a nota do exame na segunda fase.

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