Maionese estragada tira 11 estudantes da prova

Depois de um ano se preparando para o vestibular da Fuvest, 11 candidatos de São Carlos, interior do Estado, não puderam fazer a prova. Eles tiveram uma intoxicação alimentar e acabaram internados no hospital da cidade. Os vestibulandos tinham almoçado em um mesmo restaurante e comeram maionese estragada. De acordo com o supervisor da Fuvest, José Coelho Sobrinho, a coordenação da prova não foi informada sobre o imprevisto e, portanto, não pôde levar o exame até o hospital. Os candidatos não poderão fazer uma segunda prova e, portanto, se quiserem estudar na USP terão de esperar até o fim do ano que vem para prestar o vestibular novamente. "Os participantes da Fuvest são aprovados pela comparação de resultados e não temos como fazer isso com duas provas diferentes", explica o supervisor. "Além disso, não seria justo com os outros estudantes se todos tivessem de fazer vestibular de novo." Coelho lembra, ainda, que os professores e a própria organização da Fuvest sempre recomendam que os candidatos fiquem atentos com a alimentação na véspera e no dia do exame para evitar intoxicações. "Recomendamos refeições leves, feitas em casa, justamente para que isso não ocorra." Em São Carlos, um estudante resolveu a prova no hospital. Ele estava com catapora. "Este candidato nos avisou que estava doente e pôde fazer o exame mesmo hospitalizado." Em todo o Estado, mais 29 candidatos resolveram os 100 testes da Fuvest em hospitais. "Desde que o candidato nos informe que está com problemas até a hora em que a prova começa, temos como levá-la até ele." No domingo, uma jovem grávida fez o exame na maternidade, já que seu bebê estava programado para nascer ontem. "Só não sabemos se ela já deu à luz porque só fizemos o acompanhamento até o fim da prova", afirma Coelho. "Mas tudo deve ter corrido bem."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.