Mães perceberam reajuste em itens básicos durante o ano

Não precisa chegar a lista de material escolar para muitas mães sentirem no bolso o peso do reajuste que vem ocorrendo gradualmente no ano. Algumas apontam diferença de até 30% ao tentar repor material básico, como lápis e borracha. "No começo do ano, pagava R$ 0,10 o lápis preto. Hoje, custa cerca de R$ 0,30", conta a dona de casa Marcia Cristiane Vieira. Com dois filhos na escola, ela já pensa nos gastos que terá quando chegar a lista, em janeiro. "Pelo que estou vendo no dia-a-dia, o reajuste deverá ser até maior que esses 35% estimados", diz. Marcia diz que os reajustes são "abusivos". Segundo ela, algumas papelarias modificam os valores constantemente. "Não há critério, cada hora há um preço diferente." A farmacêutica Rachel Aparecida de Souza Cataruci também observou as variação de preços durante o ano. Ela, que gastou cerca de R$ 800,00 no começo do ano entre material escolar e livros didáticos para as duas filhas, percebeu aumento, por exemplo, no pacote com 500 folhas de papel sulfite. "Custava menos que R$ 10,00 e hoje chega a R$ 13,00", compara. O comerciante Sidiney Patriani Fusco, dono da Papelaria Aliança, diz que tenta orientar os clientes a compararem preços entre produtos que tenham valores mais em conta. "Existem produtos mais caros apenas pela marca e outros com a mesma qualidade que custam menos", ensina. Segundo ele, o ideal seria que os pais procurassem comprar com antecedência. "Mas é mais difícil, porque a lista normalmente sai no começo do ano", diz. Para ele, pode haver falta de material escolar por conta das exportações e da demanda excessiva do início do ano letivo. "Muitos fabricantes aproveitaram-se da alta do dólar e preferiram exportar."

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