USP/Divulgação
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Mães com filhos em creches da USP buscarão Prefeitura

Após o plano de demissão voluntária de funcionários, a Universidade de São Paulo decidiu não abrir novas vagas para 2015

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

18 Março 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Um dos principais efeitos do plano de demissão voluntária (PDV) de funcionários da Universidade de São Paulo (USP) foi a suspensão de novas matrículas nas cinco creches da universidade, após a saída de mais funcionários do que o previsto. Integrante da Comissão Mobilizadora da Creche Central, Isabelle Somma disse que um grupo de mães (alunas da USP) agora organiza abaixo-assinado para forçar a USP a abrir as novas vagas. Segundo Isabelle, a Comissão vai marcar uma reunião com o secretário da Educação municipal, Gabriel Chalita.

A suspensão afetou as três escolas da capital, uma em São Carlos e outra em Ribeirão Preto, que atendem 580 crianças. No fim de janeiro, as alunas da universidade que matriculariam os filhos nas creches neste ano letivo foram surpreendidas com a notícia do cancelamento de novas matrículas. 

A ideia é obter detalhes sobre a negociação em andamento entre a Prefeitura e a USP por um terreno da universidade para a construção de creches. “Você anda pelo câmpus e vê mães com bebês. Uma mãe foi expulsa da aula de, veja só, Educação Infantil (da Faculdade de Educação), porque estava com o filho em sala”, disse Isabelle, que é mãe de Chiara, de 3 anos, e doutora em História Social. 

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