Mackenzie faz vestibular sem surpresas, mas história tem erro em datas

Provas do processo seletivo de 2010 seguiram o estilo da universidade, cobrando conteúdos básicos do ensino médio. No entanto, questões de história e geografia tinham imprecisões que poderiam confundir alunos

Elida Oliveira, Especial para o Estadão.edu

11 Dezembro 2009 | 21h04

Os professores do Objetivo e do Etapa, ouvidos pelo Estadão.edu, disseram que as provas aplicadas hoje para o vestibular do Mackenzie não estavam difíceis. De uma maneira geral, a universidade cobrou conceitos do ensino médio em testes diretos e objetivos, sem contextualização e quase nenhuma interdisciplinariedade.  No entanto, se os candidatos seguissem à risca o conselho dos professores de cursinhos e prestassem atenção às datas e referências do texto, não conseguiriam resolver uma das questões da prova de história aplicada na parte da tarde. De acordo com o professor Fernando Caiaf, do curso Objetivo, o teste que cobrava conhecimento acerca das Guerras Médicas na Grécia Antiga dizia que a Batalha de Ternóbilas teria acontecido em 438 A.C., quando na realidade, foi em 480 A.C. "Como o conceito pedido era para situar essa batalha nas Guerras Médicas, e o texto diz que essas guerras ocorrem de 500 a 479 A.C, a própria batalha já estaria fora desse período", alertou Caiaf. Para Marcelo Dias, do Etapa, a prova de geografia tinha imprecisões nas alternativas. "Havia questões que continham dubiedade." Três alternativas em química na prova aplicada para os grupos I, IV, V e VI, para as carreiras de Biológicas e Humanas traziam alguma referência a assuntos do dia a dia. De acordo com o professor Nelson Bergmann, do Objetivo, um dos testes pedia que o candidato relacionasse algumas causas aos seus efeitos, cobrando conhecimentos sobre poluição atmosférica, camada de ozônio, e desmatamentos por queimadas.  Em outro teste, falava sobre fumantes e o efeito do monóxido de carbono no organismo. Outra questão perguntava em qual situação seria possível haver água em Saturno. Para Marcelo Dias, coordenador de área do Etapa, a prova da tarde trouxe conceitos de meio ambiente com maior frequeência do que os testes que foram aplicados na parte da manhã para os grupos II e III, da carreira de Exatas. "Cobraram poucos cálculos e mais conceito, com baixa dificuldade." Veja mais: Coordenador do Etapa comenta a prova aplicada de manhã aos candidatos de Exatas Comentários gerais sobre provas do Mackenzie dizem que testes não estavam difíceis, mas prova de história do período da tarde trazia erros grosseiros de datas Prova de habilidade específica de Desenho Industrial  Prova de habilidade específica de Arquitetura Gabarito do grupo II e III, para carreiras de Exatas Gabarito do grupo I, IV, V e VI, para carreiras de Humanas e Biológicas  Clésio Morandini, professor de biologia do Objetivo, considerou que a prova estava simples. "Não cobrou só botânica, passou por todos os conteúdos do ensino médio", disse. Já Dias considerou a prova pouco abrangente. "De sete questões, quatro pediam conceitos de zoofisiologia." A prova de matemática estava, assim como de manhã, mais centrada em conceitos de álgebra. "Foi simples e adequada ao que o Mackenzie de propõe", considerou Giuseppe Nobilione, do Objetivo. A prova de física se concentrou em mecânica. "Apareceram menos cálculos do que de manhã", falou Dias, do Etapa. "São questões clássicas e tradicionais do ensino médio, com bloquinhos lado a lado pedindo para o aluno calcular a força", apontou Eduardo Figueiredo, do Objetivo. Inglês trouxe textos longos e se concentrou na interpretação deles. "Não era um vocabulário difícil, como pediram de manhã conhecimento de palavras informais. Mas o aluno tinha que saber ler e retirar do texto a informação necessária", disse Cristina Armaganijan, do Objetivo. Dias acha que a prova poderia ser melhor. "Os textos eram longos e, embora interessantes, levavam o aluno a uma certa dificuldade na hora de marcar a alternativa." 

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