Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Mackenzie diz não se responsabilizar por apitaço de alunos

Reitoria declarou, em nota, lamentar os transtornos causados nas ruas pela manifestação

Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu,

21 Março 2012 | 14h51

SÃO PAULO - Em nota divulgada à imprensa, a reitoria do Mackenzie diz que "por força da lei, não pode se responsabilizar por ações de estudantes fora do seu espaço físico ou mesmo impedi-las" e segue dizendo que "lamenta, ainda, os transtornos causados nas ruas em decorrência de tais manifestações". A declaração se refere a manifestação ocorrida hoje, 21, organizada por alunos da universidade em protesto a adoção das notas do Enem como forma única de seleção de candidatos.

A manifestação reuniu cerca de 800 alunos em frente ao campus, na Rua da Consolação. Estudantes seguiram até a Rua Maria Antônia e retornaram ao Mackenzie, mas encontraram as portas fechadas e foram impedidos de entrar. Alguns estudantes tentaram pular o muro e foram atingidos com spray de pimenta por policiais militares.

No comunicado, a reitoria reafirma a decisão de utilizar o Enem como processo seletivo, seguindo, assim "o exemplo de outras instituições educacionais de primeira linha no Brasil, tanto públicas quanto privadas, que já incluíram esta iniciativa em sua seleção."

Leia abaixo a nota na íntegra:

"A respeito das manifestações ocorridas no entorno do campus Higienópolis nesta quarta-feira, 21 de março, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) declara que, por força da lei, não pode se responsabilizar por ações de estudantes fora do seu espaço físico ou mesmo impedi-las. Lamenta, ainda, os transtornos causados nas ruas em decorrência de tais manifestações.

Quanto aos protestos em relação à mudança no Processo Seletivo da UPM para o 2º semestre de 2012 (2012/02), com uma primeira fase voltada aos candidatos que prestaram o último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a instituição reafirma que se orienta pelo princípio da universalidade para definir os critérios que considera mais adequados para seu Processo Seletivo, orientando-se especialmente pelas diretrizes governamentais que apontam para esta questão.

O Enem pode ser considerado o mais democrático e inclusivo dos processos seletivos no país. Neste sentido, o Mackenzie segue o exemplo de outras instituições educacionais de primeira linha no Brasil, tanto públicas quanto privadas, que já incluíram esta iniciativa em sua seleção.

Para estudantes que não prestaram o último Enem, o Mackenzie abrirá um segundo Edital ainda neste semestre, divulgando nova oferta de vagas para todos os cursos que constam da primeira etapa. Assim, os candidatos ao ingresso no Mackenzie terão duas distintas e excelentes oportunidades de participar do Processo Seletivo 2012/02."

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