Lula diz que, se for necessário, governo fará duas provas do Enem

'Nenhum jovem vai deixar de entrar na universidade por causa de problema com o Enem', afirmou presidente

Tânia Monteiro, da Agência Estado, e Agência Brasil

10 Novembro 2010 | 14h18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta quarta-feira, 10, a existência e a importância do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e disse que, se for necessário, haverá novas provas para garantir a avaliação. "Se tem problema no Enem vai ser consertado. Damos duas garantias para os estudantes: que vamos investigar o que aconteceu e que nenhum jovem vai deixar de entrar na universidade por causa de problema com o Enem", disse.

 

A declaração do presidente foi dada pouco antes de ele embarcar de Moçambique, na África, para a Coreia do Sul, onde participará da reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos e influentes do mundo).

 

O presidente garantiu que a Polícia Federal vai investigar para saber o que ocorreu efetivamente no exame e que nenhum jovem vai ficar sem cursar a universidade. “Se for necessário fazer uma prova, faremos; se forem necessárias duas, faremos. Mas o Enem vai continuar a ser fortalecido. É isso.”

 

O Enem foi aplicado no último fim de semana a 3,3 milhões de estudantes. A prova de sábado teve erros de impressão no cabeçalho do cartão-resposta e em parte do caderno de questões da cor amarela - o que levou a juíza da 7.ª Vara Federal no Ceará, Karla de Almeida Miranda Maia, a suspender o exame, em caráter liminar, até o julgamento do pedido de anulação do Enem protocolado pelo Ministério Público Federal do Estado (MPF-CE). Ontem, a magistrada também impediu a divulgação dos gabaritos das provas de sábado e domingo.

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