Helvio Romero / Estadão
Helvio Romero / Estadão

Liminar proíbe que servidores fechem câmpus da USP

Servidores estão em greve desde o dia 12 e sindicato planejava fazer 'trancaço' nesta quinta-feira no Butantã, zona oeste

Fábio de Castro, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2016 | 22h58

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) conseguiu nesta quarta-feira, 8, uma liminar para proibir o “trancaço” da Cidade Universitária planejado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) para começar às 5 horas desta quinta-feira, 9. Os servidores da instituição estão em greve desde o dia 12 de maio.

Segundo a decisão da Justiça, caso as entradas do câmpus sejam obstruídas pelos grevistas, o Sintusp e o Diretório Central dos Estudantes Livres (DCE-USP) terão de pagar à universidade uma multa diária de R$ 10 mil, até o limite de R$ 1 milhão. Na petição, a USP informa que soube dos planos para o bloqueio dos acessos ao câmpus por meio de boletim divulgado pelo Sintusp na segunda-feira, convocando servidores e alunos para aderir à greve.

A justificativa para impedir o bloqueio, segundo a petição, é de que ele “prejudica de maneira significativa as atividades da universidade, haja vista que a greve deflagrada é parcial e, consequentemente, há vários outros órgãos com atividades normais, além do transtorno para a população que transita em torno da universidade e em toda a zona oeste da cidade”.

Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, disse nesta quarta ao Estado que o bloqueio de todas as portarias da Cidade Universitária está mantido para hoje. “Não vão nos intimidar. Depois de tudo o que já fizeram com os funcionários e alunos, a nossa luta está fortalecida”, disse.

Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 12,34% e protestam contra uma série de medidas da reitoria, incluindo o fechamento das creches para filhos de funcionários, professores e estudantes, a terceirização dos restaurantes, o fim do regime de dedicação exclusiva dos professores e a chamada “degradação” do Hospital Universitário. Em relação à reivindicação salarial, a proposta do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) é um reajuste já rejeitado de 3%.

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