Lei inibe venda salgadinhos em escolas de Porto Alegre

Uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores, em dezembro, e sancionada pelo prefeito José Fogaça, em janeiro, vai inibir a venda de salgadinhos, balas, frituras e refrigerantes nas escolas de Porto Alegre a partir de março, quando os alunos voltam às aulas. As cantinas serão obrigadas a expor, nos locais mais visíveis de suas instalações, os lanches mais saudáveis, como frutas, sanduíches, sucos e saladas naturais, devidamente higienizados, embalados e prontos para consumo. E não poderão exibir propaganda de produtos industrializados em suas paredes, embora não estejam proibidas de vendê-los. A autora do projeto que deu origem à lei, vereadora Sofia Cavedon (PT), diz que as cantinas devem estar integradas à proposta pedagógica da escola, oferecendo lanches compatíveis com as informações sobre alimentação que os alunos recebem em sala de aula. "É bom que o bar também participe da educação", destaca. A idéia é facilitar a criação do hábito da alimentação equilibrada, com os nutrientes necessários à saúde e mantendo o açúcar, sal e gordura sob controle. Como a maioria das escolas públicas municipais não tem cantina e já oferece refeições balanceadas, a lei terá maior impacto sobre as escolas públicas estaduais e as escolas particulares instaladas em Porto Alegre. Uma equipe de fiscais da Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (SMIC) será encarregada de orientar todos os estabelecimentos de ensino, nos próximos dias. No futuro, a prefeitura estabelecerá um prazo para a adequação de todas as cantinas à exigência.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2007 | 18h09

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