Justiça suspende reintegração de escola em Diadema

Unidade foi a primeira a ser ocupada pelos estudantes na onda de protestos contra a reorganização promovida pelo governo Alckmin

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2015 | 16h49

A Justiça suspendeu a reintegração de posse da escola estadual Diadema, na Grande São Paulo, que deveria acontecer nesta quarta-feira, 18, após as 14h. A unidade foi a primeira a ser ocupada pelos estudantes na onda de protestos em todo o Estado contra a reorganização escolar promovida pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). 

A reintegração foi suspensa depois que a Apeoesp, principal sindicato dos professores do Estado, entrou com um recurso solicitando que a Justiça aguardasse o desfecho de uma audiência de conciliação, marcada para esta quinta-feira em que tentará um acordo sobre as ocupações de escolas em toda a capital. 

"Sobreveio a notícia de que o Tribunal de Justiça agendou audiência de conciliação,  permitindo a ampla participação de setores da sociedade civil. Não se pode descartar assim que um panorama conciliatório surja da referida audiência, com eventuais reflexos nas demais escolas ocupadas no Estado de São Paulo", disse em sua decisão o juiz André Mattos Soares, da Vara da Fazenda Pública de Diadema. 

Após a decisão, os alunos que faziam protesto ao lado de fora da escola entraram na unidade e passaram a comemorar, com músicas. O aluno do 2º ano do ensino médio Lucas Takeu, de 18 anos, disse que as decisões judiciais estão mostrando que o governo do Estado está errado. "Estão querendo nos empurrar essa reorganização escolar à força e nós não vamos aceitar. Vivemos em uma democracia e uma reforma tão grande no ensino tem que ser discutida com os alunos, pais, professores e com a sociedade. Não ser feita de forma autoritária".

Com mais de 30 escolas ocupadas em todo o Estado, o governo Alckmin ainda não conseguiu a desocupação de nenhum dos prédios por causa de decisões judiciais favoráveis aos alunos.

A decisão desta quarta feira, no entanto, determina que os alunos não impeçam a entrada de professores, funcionários e demais alunos na escola para não haver prejuízo às atividades educacionais. 

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