Justiça proíbe passeata de professores na Avenida Paulista

Juiz fixou multa de R$ 500 mil caso os professores descumpram a determinação; manifestação atrapalha trânsito

Carolina Freitas, da AE

04 de julho de 2008 | 13h00

A Justiça paulista proibiu que os professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 16, façam passeata ou ocupem vias públicas, atrapalhando o trânsito na capital paulista. Para as 14 horas está marcada uma assembléia da categoria, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.  O juiz Maury Ângelo Bottesini, da 31ª Vara Cível, acolheu pedido do Ministério Público Estadual e determinou que os docentes se reúnam em uma praça, de modo a não prejudicar o trânsito em nenhum local da cidade. Nas últimas três sextas-feiras, a categoria bloqueou a Avenida Paulista, causando congestionamento nesta que é uma das mais importantes vias da cidade. A ação cautelar, com pedido de liminar, assinada por dois promotores de Habitação e Urbanismo do MPE, chegou na quinta-feira  à Justiça. A concessão da liminar aconteceu nesta tarde. O juiz fixou multa de R$ 500 mil caso os professores descumpram a determinação. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) só comentará a decisão depois de uma reunião do comando de greve, que acontece neste momento.

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