Justiça permite acesso de professores e funcionários ao câmpus da USP Leste

Docentes puderam remover pertences e materiais de pesquisa nesta quinta-feira, 13; funcionários poderão retirar objetos pessoais nesta sexta, 14

Bárbara Ferreira Santos e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2014 | 19h20

Docentes puderam remover pertences e materiais de pesquisa nesta quinta-feira, 13; funcionários poderão retirar objetos pessoais nesta sexta, 14

Grupos de professores puderam entrar no câmpus da Universidade de São Paulo (USP) na zona leste nesta quinta-feira, 13, para retirar pertences e materiais de pesquisa. Nesta sexta, 14, será a vez de funcionários, que poderão retirar objetos pessoais. Segundo a assessoria de imprensa da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), a permissão de entrada foi dada pela Justiça nessa quarta, 12. 

Nesta quinta, os professores tiveram de preencher dados cadastrais e informar os objetos que portavam na entrada e na saída do câmpus, segundo a assessoria. A guarda universitária e uma empresa de segurança terceirizada fazem controle do acesso ao local. 

Em janeiro, entre os dias 29 e 30, a Justiça já havia permitido que grupos de professores e pesquisadores pudessem entrar na unidade. O pedido na época foi feito sob o argumento de que era necessário verificar as condições ou até mesmo retirar materiais de pesquisas, que estão interrompidas ou prejudicadas com a interdição do câmpus. 

Agora, somente professores e funcionários puderam ter acesso ao câmpus. Os alunos que ainda tinham materiais no local tiveram de pedir a professores para verificar as condições dos materiais e, se necessário, retirá-los. 

A USP Leste foi fechada pela Justiça, a pedido do Ministério Público Estadual, por causa da contaminação de gás metano no terreno da unidade. A Procuradoria Jurídica da instituição busca reverter a decisão judicial.

Volta às aulas. As matrículas dos calouros de cursos da USP Leste foram feitas entre essa quarta, 12, e esta quinta, 13, na Faculdade de Saúde. No entanto, ainda não foram definidos os locais que abrigarão as atividades acadêmicas da unidade Leste a partir de 17 de fevereiro, data em que começa o primeiro semestre letivo da USP. O início do ano letivo no câmpus deve atrasar pelo menos três semanas. Em reunião na tarde de segunda-feira, 10, a diretoria e os coordenadores dos cursos da unidade decidiram que o retorno das classes precisa ser adiado até, no mínimo, o dia 10 de março. 

Na semana passada, a Congregação da USP Leste, órgão máximo da unidade, já havia decidido que só retomaria as atividades acadêmicas caso fossem resolvidos os problemas ambientais. Se for mantida a interdição, a reitoria estuda levar as aulas para faculdades de tecnologia (Fatecs) da zona leste.

A data de 10 de março não é definitiva e depende das próximas determinações judiciais. O entendimento é que dificilmente haveria tempo de preparar o câmpus para o ano letivo, mesmo que ele seja reaberto nesta semana.

Impasse. A última análise da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de janeiro, apontou que o terreno contaminado não apresentava riscos à saúde. O MPE e a Justiça, porém, não concordaram em liberar o câmpus.

Já a análise da Servmar, empresa contratada pela USP para avaliar o terreno, detectou óleos minerais e outras substâncias tóxicas na terra de origem clandestina depositada no câmpus em 2011.

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