Justiça nega pedido para impedir passeata de professores na Paulista

Promotoria já recorreu da decisão

Paulo Saldaña e Carolina Stanisci, Especial para o Estadão.edu

18 Março 2010 | 18h33

A Justiça acaba de negar pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para proibir uma segunda passeata na Avenida Paulista, na região central, organizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A decisão do juiz da 20ª Vara Cível, Flávio Abramovici, extinguiu o processo porque o pedido não teria sido feito de modo adequado. O magistrado também afirmou, na decisão, que os interesses dos dirigentes não se confundem com o dos manifestantes.

 

 

A Apeoesp convocou para sexta, dia 19, uma nova assembleia no vão livre do Masp. No último dia 12, ato dos professores parou a avenida e o trânsito na região.

 

 

Na sentença, o juiz sugere  ao MPE que procure a Polícia Militar e a CET, para que os órgãos tomem as providências necessárias para que a manifestação não cause transtornos.

 

 

O autor da ação, promotor José Carlos de Freitas, da Habitação e Urbanismo do MPE, rebateu os argumentos do magistrado. "A própria PM e CET solicitaram que o MP interviesse, desta vez e em 2008, com uma ação para proibir a passeata, pois o pessoal está extrapolando o direito de se manifestar, de se reunir".

 

O promotor já recorreu da decisão e aguarda resposta do Tribunal de Justiça.

Mais conteúdo sobre:
pontoedugreveapeoespjustiça

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.