Justiça determina readmissão de dez professores da PUC-SP

Dez professores de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), demitidos em fevereiro no corte que atingiu cerca de 30% dos profissionais da instituição, obtiveram na Justiça uma liminar determinando sua imediata readmissão, sob pena de multa diária de R$ 200 por professor.A decisão foi dada na tarde desta segunda pela juíza Rosana de Almeida Buono Russo, da 41ª Vara do Trabalho de São Paulo. No texto, ela determina a "imediata reintegração" dos professores e dá à PUC prazo de cinco dias para se manifestar.A reitoria da universidade afirmou, por meio da assessoria de Imprensa, que ainda não havia recebido a notificação da liminar e, portanto, não comentaria a decisão.Os professores alegaram que o calendário escolar de 2006 havia sido definido em novembro de 2005, e que as demissões em fevereiro ocorreram no período em que tinham estabilidade no emprego. Argumentam ainda que, justamente por terem sido feitas no início do ano letivo, as dispensas prejudicaram sua recolocação no mercado.A associação dos professores da PUC também entrou com uma ação coletiva contra as demissões, que ainda aguarda julgamento. Além disso, outros demitidos procuraram a Justiça individualmente. Os cortes de pessoal foram motivados pela crise financeira pela qual passa a universidade, que acumula uma dívida bancária de cerca de R$ 82 milhões.FGVA mobilização de alunos e professores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp/FGV) conseguiu assinaturas suficientes hoje para convocar uma reunião da congregação, órgão máximo da instituição. Os estudantes, que têm 20% das cadeiras, vão pedir a destituição da direção da escola. "Está claro que ela não tem habilidade nem legitimidade para continuar", diz o presidente do Diretório Acadêmico, Fernando Oshima. A crise começou no fim de fevereiro, com a demissão de 17 professores.O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro) pede na Justiça garantia de emprego aos professores. A intenção, diz Celso Napolitano, diretor do Sinpro e professor da Eaesp, é garantir liberdade de expressão na reunião da congregação, marcada para quinta-feira.

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