Jurista Ives Gandra recebe prêmio Professor Emérito 2007

Homenagem foi criada há 11 anos pelo Centro de Integração Empresa-Escola e pelo 'Estado'

15 de outubro de 2007 | 20h16

O jurista Ives Gandra da Silva Martins, de 72 anos, recebeu nesta segunda-feira, 15, o Prêmio Professor Emérito - Troféu Guerreiro da Educação, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) e pelo Estado. Advogado tributarista e professor emérito da Universidade Mackenzie, Gandra foi homenageado em cerimônia com a presença de acadêmicos, empresários e autoridades do setor educacional, além de familiares.   Gandra recebeu o troféu das mãos do jornalista Mauro Chaves - representante do Estado - e do presidente do Conselho de Administração do Ciee, Paulo Nathanael Pereira de Souza. "O que pode tornar uma nação grande é a educação", disse Gandra. Antes dele, os outros premiados foram a ex-primeira-dama e antropóloga Ruth Cardoso, o jurista Miguel Reale, a ex-ministra da Educação Esther de Figueiredo Ferraz, o médico Luiz Décourt, o economista José Pastore, o engenheiro Antônio Hélio Guerra Vieira, o sociólogo e crítico literário Antonio Candido, o pesquisador e compositor Paulo Vanzolini, o ambientalista Paulo Nogueira-Neto e o biólogo geneticista Crodowaldo Pavan. "Ser o terceiro da área do Direito a receber esse prêmio (após Reale e Esther), tendo como antecessores figuras dessa magnitude, a alegria não poderia ser maior", disse Gandra.   Há 53 anos, ele começou a lecionar - na época, para jovens que se preparavam para o vestibular. Dono de uma obra jurídica com mais de 40 livros assinados e 150 em co-autoria com juristas como Miguel Reale, Gandra revelou que entre todos os 23 títulos que recebeu durante a carreira, o de professor é o mais importante. "A única data que não pode ser esquecida em minha casa é a do Dia do Professor", disse.   Gandra aproveitou para defender uma melhor remuneração dos professores e atacar o pouco investimento no setor, agravado pela Desvinculação de Recursos da União (DRU). "Fui um dos que mais defendeu a tese de que não poderia haver a desvinculação da receita da União tirando parcela significativa do que deveria ser destinado à Educação para gastos gerais do governo", disse. "Isso representa um atentado contra a Educação no Brasil."   A cerimônia começou com a execução do Hino Nacional pelo Coral Madrigal Sempre em Canto, regido pela maestrina Regina Kinjo. Em seguida, foi exibido um vídeo com uma biografia dos premiados em anos anteriores. O professor Paulo Nathanael Pereira de Souza, presidente do Conselho de Administração do Ciee, fez a primeira saudação a Gandra.   Souza relembrou a trajetória do jurista e a importância da estrutura familiar para a educação. "Advogado por profissão e educador por profissão, Ives é orgulho para São Paulo, patrimônio para o Brasil e vaidade para seus colegas, colaboradores e amigos ", afirmou.   O jornalista Mauro Chaves enfatizou a presença constante do jurista nos jornais brasileiros como referência em assuntos jurídicos. Evocou também a clareza de raciocínio de Gandra em seus textos e artigos publicados, por exemplo no Estado. "Esse troféu premiou pessoas realmente excepcionais e a importância de Ives Gandra extrapola as salas de aula", afirmou.   A luta de Gandra nas denúncias contra o excesso de cobrança de impostos e as distorções fiscais também foi lembrada por Chaves. "Se o Estado cobra impostos do cidadão, é para transformá-lo em serviços públicos, mas é necessário que os cidadãos - por meio de seus legítimos representantes - estabeleçam regras e fixem limites", disse.   O ganhador do prêmio Professor Emérito 2005, o ambientalista Paulo Nogueira-Neto, foi o responsável pelo pronunciamento dos já homenageados. "Trata-se de alguém (Ives Gandra) que insiste em defender as boas causas", afirmou.

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