Juíza indica, em despacho, que pode anular o Enem

A decisão ainda não foi tomada porque está correndo o prazo de 20 dias para defesa do MEC

Carmen Pompeu, Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2010 | 15h43

No despacho em que negou o pedido do Ministério da Educação (MEC) de divulgar o gabarito das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2010, a juiza da 7ª Vara Federal do Ceará, Karla de Almeida Miranda Maia, indica que poderá anular o exame.

 

A decisão ainda não foi tomada porque está correndo o prazo de 20 dias para defesa do MEC, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e consórcio Cesgranrio/Cespe e de 10 dias para a RR Donnelly More Editora e Gráfica Ltda.

 

No despacho, a magistrada aponta que "as falhas constatadas na aplicação do exame do Enem se operaram contra todos, pois a conduta incipiente dos fiscais de cada sala ensejou todo tipo de transgressão às normas editalícias, especialmente no que se refere à presença de celulares dentro das salas de prova, fato que subtrai do certame a segurança, indispensável a avaliação dos candidatos verdadeiramente merecedores de aprovação".

 

De acordo com Karla Maia, as partes já foram intimadas, mas ainda não apresentaram defesa.

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