Juiz decreta sigilo no processo do Enem

Para procurador que atua no caso, sigilo foi decretado porque houve interceptação telefônica de um dos acusados

Carolina Stanisci, Estadão.edu

10 de dezembro de 2009 | 14h08

Antes de decidir se aceita a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em São Paulo, o juiz substituto da 10ª Vara Criminal Federal em São Paulo Márcio Rached decretou sigilo no processo que envolve a fraude do Enem. Isso significa que apenas a defesa e o MPF poderão ter acesso aos autos do processo. "No curso da investigação, houve a interceptação telefônica de um dos acusados. O juiz decreta sigilo nesses casos", afirma o procurador da República Kleber Marcel Uemura. Ao lado do colega Rodrigo Fraga, Uemura denunciou, no fim da tarde da sexta passada, 5 pessoas pelo vazamento do Enem: Felipe Pradella, Marcelo Sena Freitas e Filipe Ribeiro Barbosa, que trabalhavam na gráfica onde a prova foi furtada, e dois intermediários do grupo, o DJ Gregory Camillo Oliveira Craid e o empresário Luciano Rodrigues.  O grupo, acusado de peculato, violação de sigilo funcional e corrupção passiva,  pode ser condenado a penas que variam entre 6 e 30 anos de prisão. Pradella, tido como mentor do crime, também é acusado por extorsão. O MPF pede também que seja considerada a continuidade na prática dos delitos. Os cadernos de prova do Enem foram furtados duas vezes, em dias seguidos. Quando isso ocorre, a pena é aumentada entre um sexto e dois terços. Veja mais: MPF denuncia cinco por vazamento do Enem Mais de 1,5 milhão faltam ao Enem Enem vaza e MEC anuncia cancelamento 

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