Jovem entra em parto na escola, dá à luz e faz prova

Partos em escolas em Uganda tem sido comuns; outra adolescente teve filho em prova de matemática.

BBC Brasil, BBC

06 Novembro 2009 | 10h15

Duas adolescentes em Uganda entraram em trabalho de parto durante provas finais nas escolas onde estudavam, deram à luz e voltaram no mesmo dia para terminar os testes, em um caso que teve grande repercussão no país.

De acordo com o correspondente da BBC em Uganda, Joshua Mmali, muitos no país africano ficaram impressionados com a determinação das duas estudantes.

O primeiro caso aconteceu na área rural de Masindi, na segunda-feira. Fiona Bbaale, de 18 anos, começou a ficar inquieta durante a prova realizada na Escola Primária de Kiryandongo, chamando a atenção dos supervisores.

"A dor começou um tempo depois do começo da prova. Quando perguntaram o que havia de errado, os supervisores perceberam que a menina estava grávida", disse Deogratius Byakagaba, autoridade de educação do distrito de Masindi, ao site de notícias All Africa.com.

Enquanto os colegas continuaram com a prova, Bbaale foi levada ao hospital local onde deu à luz uma menina chamada Nambuuzo, que significa "nascida durante a prova".

Mãe e filha estavam bem, mas Bbaale não teve muito tempo para ficar com a recém-nascida. Ela voltou rapidamente para a escola e fez a prova de inglês na mesma tarde. Médicos cuidaram da criança durante a ausência da mãe.

No dia seguinte uma outra aluna deu à luz um menino, em Kibaale, entre as provas de matemática e ciências.

As duas jovens mães faziam os exames finais do ensino primário, que ocorrem nesta época do ano no país inteiro. No total, de acordo com o site All Africa.com, 516.890 alunos fizeram as provas finais do ensino primário no país.

Segundo Mmali, nas áreas rurais de Uganda é comum meninas de até 18 anos frequentarem a escola primária. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mais conteúdo sobre:
uganda grávidas escola prova

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.