‘Isonomia está prejudicada’, afirma presidente da comissão de exame de ordem da OAB-SP

Edson Bortolai utiliza exemplo de vazamento em exame da OAB para sugerir que MEC cancele o Enem

Mariana Mandelli, O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2010 | 09h52

Para o advogado Edson Bortolai, não há como ter certeza de que o vazamento beneficiou apenas uma pessoa. “Daqui a dois meses podem aparecer outros casos”, afirma. Leia entrevista que ele deu ao Estado

 

O vazamento da redação é suficiente para cancelar o Enem?

Sim. Veja o exame da Ordem deste ano. Um dos sete exames foi vazado por três pessoas em Osasco. Sugeri, por motivos de custos, que fosse cancelado apenas o exame que vazou e na cidade onde ocorreu. Mas a OAB decidiu pelo cancelamento em todo o Brasil, para não macular o nome do exame. E essa foi a opção mais acertada, porque depois foram detectados problemas numa gráfica no Paraná.

 

O ideal seria o cancelamento?

Com certeza. Existem elementos mais do que suficientes, como os gabaritos e as provas amarelas. Manter o Enem pode conter custos, mas não é bom para a imagem do exame. A isonomia do concurso já está prejudicada. Se o MEC quisesse uma solução cirúrgica, deveria cancelar o exame onde houve vazamento e acatar a recomendação da juíza do Ceará, deixando os prejudicados refazerem a prova. Alguns alunos só vão perceber o prejuízo quando saírem as notas. E aí não dá mais.

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