Ir mal em matemática vai além dos limites da discalculia

Pessoas que têm a disfunção neurológica caracterizada pela dificuldade de resolver cálculos matemáticos e pela falta de noção de quantidades

Mariana Lenharo, Jornal da Tarde

29 Setembro 2010 | 11h30

Independentemente da discalculia, a dificuldade com relação à matemática é disseminada no Brasil. A disciplina é uma das mais mal avaliadas no País e a disfunção neurológica, na maioria dos casos, não é a razão que explica o mau desempenho. “É cultural. As pessoas se sentem autorizadas a não entender a matemática porque há o mito de que é uma disciplina muito difícil”, diz a psicopedagoga Quézia Bombonatto.

 

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Para os estudantes que estão na reta final do ano letivo e que continuam tropeçando nos números, os professores têm uma boa notícia: ainda dá para correr atrás do prejuízo. “O aluno tem que ter ciência de que a matemática requer tempo e esforço. Ele não vai aprender tudo de repente, mas ainda está em tempo”, diz a professora de matemática Simone Schiavinato, do Colégio Paulista, que indica a revisão diária de conteúdo para depois tirar as dúvidas com o professor. “Estudar matemática não é só ler a teoria, mas também resolver o máximo de exercícios”. Nessa mesma linha, a professora de matemática Yamara Regatieri, do Colégio Sion, recomenda que o jovem refaça em casa os exercícios da classe.

 

Se o problema com números for complexo, como na discalculia, o diagnóstico deve ser feito por um especialista e o tratamento é a médio ou longo prazo.

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