Investigando a esquizofrenia

Pesquisa em sistema cerebral pouco estudado garantiu prêmio Para Mulheres na Ciência

Paulo Saldaña, Especial para o Estado de S. Paulo,

26 Outubro 2009 | 23h54

Alexandra Ioppi Zugno, de 31 anos, é a única mãe entre as ganhadoras do Programa Para Mulheres na Ciência deste ano. Divide seu tempo entre as pesquisas e a filha Marina, de 1 ano e 7 meses. "O prêmio é importante porque é realmente difícil conciliar os papéis de mulher, filha, mãe e pesquisadora", diz.   Bacharel em Farmácia e doutora em Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Alexandra é atualmente pesquisadora da Universidade Estadual de Santa Catarina. Ela se propõe a estudar a manifestação da esquizofrenia em uma parte do cérebro pouco abordada quando se fala na doença: o sistema colinérgico, relacionado à reações motoras e à memória.   A pesquisa, desenvolvida em animais, tenta encontrar marcadores da esquizofrenia nesse sistema – já estudado em casos de Alzheimer. "No futuro, isso pode ajudar no diagnóstico da doença."   Prêmio O Programa Para Mulheres na Ciência é uma parceria entre a L’Oréal, Unesco e a Academia Brasileira de Ciências. Ele oferece desde 2006 uma bolsa de US$ 20 mil para cientistas brasileiras tocarem seus projetos de pesquisa nas áreas de Biologia, Física, Química, Matemática e Saúde.   A versão internacional do Mulheres na Ciência premia cinco pesquisadoras por ano, desde 1998. Quatro brasileiras fazem parte do grupo de ganhadoras: a geneticista Mayana Zatz, a bióloga Lúcia Previato, a física Belita Koiller e a astrofísica Beatriz Baybuy. Todas participaram da comissão julgadora da versão nacional deste ano.

Mais conteúdo sobre:
Pontoedu ciências

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.