Internet é ferramenta comun entre vestibulandos

Basta digitar a palavra ´vestibular´ nos sites de busca da internet e, como esta, mais de 150 mil páginas aparecem. Tem simulados, dicas de estudo, conteúdos divididos por disciplinas, datas de inscrições de faculdades, análises dos livros.Quem quer usar a rede a fim de se preparar para as provas encontra de tudo. "Cada vez mais a internet se firma como um instrumento essencial de aprendizagem. Ela faz parte da vida do vestibulando e, como complemento de estudo, é excelente", diz o coordenador de história, filosofia e orientação vocacional do Colégio Bandeirantes, Roberto Nasser. "A rede permite acesso a fotos, vídeos e propicia uma interação maior com os conteúdos, já que tem página sobre tudo o que é assunto." Mas esse grande número de sites também pode trazer problemas. "Como não há controle, tem muita informação errada no ar, o que pode acabar prejudicando o estudante", lembra. "Acho que é papel da escola indicar links interessantes e confiáveis." Outra função da escola é orientar o aluno a usar a internet como suporte para o que aprende - e não como base. "A rede informa, mas não forma o estudante", afirma. "Mesmo assim, deve ser amplamente utilizada porque, quando entra em um site, o estudante nem percebe que está estudando." Candidata a uma vaga de medicina ou psicologia, Talita Cristina Ferreira, de 17 anos, confirma que nem sente o tempo passar quando estuda pela internet. "Gosto de ler as novidades sobre as mudanças geopolíticas porque isso cai nos vestibulares e nem sempre os professores estão por dentro", diz. "E também entro na página da revista Time porque posso treinar o meu inglês e me atualizar. Acho que a internet é tão importante quanto a apostila, mas é mais legal porque a gente pode ver e ouvir sobre o assunto escolhido." Professor de física e um dos coordenadores do Anglo, Pierluigi Piazzi explica que é essa interatividade que faz com que o estudo dê certo. "Para o aluno disciplinado, que gosta de ler e não se distrai com facilidade, a internet é uma ótima ferramenta de aprendizagem", diz. "Há páginas interessantes e atualizadas sobre todas as disciplinas e muitos exercícios e simulados, que são um treino importante." Redação em casa Até quem quer fazer uma redação nota 10 pode contar com a ajuda da rede. O site "Redação On Line" tem um curso pago voltado para os vestibulandos. "Ele é dividido em três etapas", explica a coordenadora-geral da página, Márcia Soares. "Ensinamos os estudantes a organizar as idéias e a formatar um texto. Também damos dicas de gramática, tiramos dúvidas e enviamos os temas propostos. Depois, corrigimos, avaliamos e mandamos o texto de volta para que o aluno possa ir melhorando aos poucos." Além das páginas de conteúdo, há diversos sites de variedades para o vestibulando. O "Seja Bixo!" é um deles. Com informações sobre as principais faculdades, notícias, teste vocacional, resumos de carreiras e matérias de comportamento, o site facilita a vida do estudante. "Criamos a página há dois anos com o objetivo de reunir várias informações sobre o vestibular em um lugar só", explica o autor do projeto, Cristiano Fukuyama. "Desenvolvemos todo o conteúdo e temos a ajuda de 430 universidades. Qualquer dúvida enviada pelo internauta é respondida prontamente e recebemos e-mail até de bolivianos que querem estudar aqui." O diretor-superintendente do "Site do Vestibular", Frederico Roberto Alves, também criou a página há um ano para informar o vestibulando. "Temos de tudo: serviços, curiosidade, conteúdo, gabaritos, lista de aprovados. Queremos que o estudante tenha nosso site como uma referência no assunto", diz. "A internet é como uma grande biblioteca e, por isso, o serviço tem de ser sério e dinâmico para despertar a atenção do jovem." Depois de ter passado cinco vezes em carreiras concorridas da Fuvest, como medicina, Renato Amaral, de 32 anos, resolveu compartilhar sua experiência. No site www.vestibatotal.hpg.com.br/superlinks.htm, ele relaciona uma série de páginas para estudo. "A internet tem um grande valor educativo. Só é preciso saber escolher o que é bom", diz. "Sei que o estudante não tem tempo de ficar entrando em um monte de site para ver qual é o mais completo. E, com essa relação, fica mais fácil achar o que procura."

Agencia Estado,

21 de outubro de 2002 | 17h09

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