Intercâmbio ajuda a conseguir emprego

Durante dois meses, o estudante André Leal, de 25 anos, conviveu com  universitários de oito nacionalidades, viajou pelo interior da Polônia, conheceu Auschwitz, o pior campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra  Mundial, passou pela Áustria e estudou a crise econômica da União Europeia.

Isis Brum, Jornal da Tarde

22 Agosto 2011 | 11h43

 

“Quem consegue agregar essa bagagem, especialmente se estuda Relações Internacionais, tem muito mais oportunidade de trabalho”, acredita Leal. Ele, que já estudou também nos Estados Unidos e se forma no final deste ano, pretende fazer ainda um mestrado fora do País. “A Europa tem muitos programas de pós-graduação bons e baratos.”

 

Débora Barbosa Vendramini Costa, de 26 anos, doutoranda pela Unicamp, conseguiu uma bolsa da Fapesp e passou seis meses em Sevilha, na Espanha. “Estudo uma molécula que tem uma atividade anticancerígena e anti-inflamatória”, conta. Mas a quantia recebida, de R$ 2.300, é insuficiente para cobrir os gastos dela.

 

Muitas vezes, o baixo valor das bolsas governamentais e a concorrência alta levam os próprios estudantes a bancarem os estudos no exterior, como fez Bruno Collado Silva, de 21 anos, que passou um ano em San Diego, nos EUA. “Havia só uma bolsa para o Texas, muito concorrida, e outra para a França”, conta ele, que cursa Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP.

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