Instituto vai preparar jovens para o 1.º emprego

Com a largada das aulas do segundo semestre, em agosto, começarão também as atividades do Instituto Profissionalizante Paulista (IPP), mantido pelo Rotary Club de São Paulo e Citibank, com o apoio da Prefeitura de São Paulo.O centro será um local onde os jovens poderão fazer aulas e obter informações básicas sobre como conseguir o primeiro emprego e realizar atividades que acabem com a ?falta de experiência?, uma das principais barreiras que tanto fecham portas para eles.?O projeto acontece no horário em que os jovens não estão no colégio?, explica Fernando Tafner, do Citibank. No IPP, eles terão aulas de educação financeira, diversidade cultural, matemática, telemarketing, secretariado e computação, entre outras.Estagiários na Paulista?As aulas irão se adequando de acordo com a demanda?, explica Raul Casanova Jr., ex-presidente do Rotary paulista. Sim, demanda, porque todos os jovens que participarem do programa sairão como estagiários de alguma empresa na região da Avenida Paulista, para onde será transferida a sede do IPP no início do próximo ano.?No futuro, teremos várias especializações para atender a todos os pedidos?, prevê Tafner.As primeiras turmas do IPP estão sendo formadas com os jovens cadastrados no projeto Abrace Seu Bairro, e as aulas serão dadas no Hospital Sírio Libanês. Para as próximas edições (a partir de fevereiro), os interessados poderão se inscrever diretamente no IPP, no Belvedere da 9 de Julho, ao lado do Museu de Arte de São Paulo (Masp).Três turmas por período?Queremos chegar a três turmas de 30 alunos em cada período, num total de 360?, explica o superintendente.A organização vai entrar em contato com as escolas de bairros próximos da Paulista: Bela Vista, Centro, Liberdade e Barra Funda, entre outros. Poderão participar do projeto alunos com idade entre 14 e 18 anos que tenham renda familiar no valor de até cinco salários mínimos. No caso de empate, serão escolhidos os alunos com as melhores notas.O curso completo tem duração de quatro meses. ?E a possibilidade de contratação desses jovens é muito grande?, opina Tafner.

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