Instituições antecipam conteúdos pela internet

Escolas utilizam plataformas online para adiantar os estudos do segundo semestre letivo

Bruna Tiussu e Mariana Mandelli, Especial para O Estado de S. Paulo

04 Agosto 2009 | 20h29

Com o retorno das aulas adiado para 17 de agosto, por conta da gripe suína, os professores da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (Direito GV) pensaram em alternativas pedagógicas para atender seus alunos neste período sem aulas presenciais. Eles estão utilizando de forma mais efetiva a plataforma online e interativa da instituição, liberando para os alunos material didático que faz parte do programa do segundo semestre letivo.    "A ideia é estimular os alunos a aderirem a essa iniciativa, agora utilizada de forma aprofundada. Coloco textos que seriam discutidos em sala de aula, sugiro algumas questões para os alunos irem pensando e assim fica mais fácil fazer um debate no ambiente virtual", explica Mario Engler, professor da disciplina de Direito Público dos Negócios.    Ferramentas como fórum de debates, chats e ambientes de troca de questionamentos entre alunos e professores estão disponíveis nesta plataforma. Para Marcelo Otavio Camargo Ramos, aluno do último semestre do Direito GV, a iniciativa dos professores é válida. "Dada a impossibilidade das aulas presenciais, os meios pedagógicos alternativos são essenciais", diz.    A plataforma virtual já era utilizada como forma de auxílio às atividades presenciais. "Utilizamos normalmente para orientações, receber tarefas e publicar notas dos alunos. Agora, ela está sendo usada como alternativa diante do adiamento das aulas", diz Engler.    Segundo Oscar Vilhena Vieira, professor de Direito Constitucional e coordenador do Mestrado da Direito GV, a utilização da plataforma virtual durante este perído é um laboratório, que poderá ser utilizado em outras ocasiões. "O importante é que o país não pode parar por causa da gripe suína. O adiantamento de parte da carga de leitura pode contribuir para que eles não fiquem sobrecarregados", afirma.   Para não atrasar o conteúdo didático do 2º semestre, o Colégio e Curso Objetivo também oferecerão, de 4 a 14 de agosto, atividades pela internet para seus alunos.    Por meio do portal da instituição, os estudantes terão acesso a materiais didáticos que os ajudarão a rever conteúdo e na preparação para o reinício das aulas presenciais, marcada para o dia 10 de agosto para alunos do ensino médio e curso pré-vestibular.   Esses estudantes terão acesso a um simulado do novo Enem que será resolvido pelos professores e transmitido ao vivo pela TV Web Objetivo, de 5 a 8 de agosto, às 9 horas. Através dos chats, os alunos poderão tirar suas dúvidas em tempo real e haverá fóruns de discussão após a correção.   Outros colégios particulares de São Paulo estão usando recursos virtuais para não atrasar o conteúdo didático do semestre. Atividades pedagógicas e orientações de estudo são o foco das tarefas online. "Disponibilizaremos no site duas cargas de exercícios, de todas as disciplinas", diz o diretor pedagógico do Bandeirantes, Pedro Fregoneze.   O Colégio Rio Branco abriu várias frentes de produção de materiais, usando até mesmo vídeo - aulas, orientações de revisão, conteúdo e reforço foram gravados. Os professores têm liberdade para gravar o que julgarem necessário. "A ideia é manter o aluno conectado à escola e aos estudos", diz Esther Carvalho, diretora. Entre hoje e amanhã, a escola pretende disponibilizar em seu site o material pronto. Os alunos do ensino fundamental e médio do Colégio Magno também terão acesso a um banco de exercícios online. "Haverá reposição de aulas, mas as atividades amenizam o prejuízo", diz Cláudia Tricate, diretora pedagógica.   Em aula   Já uma outra parte de escolas privadas optou por dar início às aulas ontem - a maior parte é de pequenas instituições de educação infantil, que estão funcionando com metade dos alunos.   "Não temos muitas crianças, o que torna viável um acompanhamento personalizado", diz o diretor da Fazendinha Educação Infantil, em Perdizes, Fabio Valentini. Para o publicitário Rogério Cunha, de 34 anos, pai de aluna, a atitude é pertinente. "Confio nas medidas e no cuidado deles", diz.   Em algumas instituições, os pais assinaram um termo de responsabilidade. "É uma autorização deles para os filhos permanecerem aqui", diz Tebbe Dorta, diretora da Aquarela Encantada, que está funcionando com 15 dos 32 matriculados.Na São Gabriel, os pais de quatro crianças pediram que a escola permanecesse aberta.

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