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Inovações para formar estagiários

Além de atividades específicas, jovem tem seu lado humano e criativo impulsionado por iniciativas empresariais

Rafael Sigollo, Especial para O Estado de S. Paulo

23 de agosto de 2008 | 23h11

Engenheiros assistem a uma peça de balé, discutem literatura e experimentam um roteiro gastronômico internacional. A princípio pode ser difícil enxergar essas atividades como parte de um programa de estágio, mas é exatamente isso que acontece na Método Engenharia.   Veja também: A polêmica nova lei de estágio CIEE oferece vagas para pessoas com deficiência   Além de formar o lado técnico de seus estudantes, em suas respectivas áreas, o programa se preocupa também com o lado humanista, pouco explorado em cursos de Exatas. "Nossa idéia é ir além; é treinar líderes e gestores e, para isso, é preciso formar um profissional com visão ampla. Procuramos abrir os horizontes de conhecimentos e habilidades com atividades variadas e muito planejamento", afirma o gerente de RH estratégico da Método, Roberto Mingroni.   O estágio diferenciado foi implementado em 2006 e a turma deste ano conta com 20 estudantes. "A carga horária é puxada pois, além das atividades no horário do expediente, há também outras programadas nos fins de semana, como viagens."   Conciliar os horários com os compromissos da universidade, aliás, já faz parte do treinamento dos estudantes. "Temos sempre que desenvolver estratégias e fazer planejamentos detalhados nas nossas tarefas", diz o estagiário Pablo Mazzotti.   Como exemplo, ele cita uma viagem que o grupo fez para visitar a Festa Literária de Paraty (Flip). "Eles nos deram uma verba, propositalmente curta, e tivemos que nos organizar para conseguir cumprir um roteiro pré-estabelecido, inclusive entrevistando alguns autores", revela Pablo.   De acordo com Mingroni, profissionais de ciências exatas como arquitetos e engenheiros acham que saem da universidade preparados para o mercado de trabalho, mas falta ainda desenvolver um outro lado. "Será que ele está pronto para ser um gestor, um líder, um negociador?" O próprio Pablo revela que sentia dificuldade, por exemplo, em falar em público e realizar apresentações. "Como fazemos atividades assim constantemente, acabei desenvolvendo essas habilidades"   A Tim Brasil também apostou em seu programa de estágios, que conta com 400 estudantes em todo o Brasil. Além das ações específicas, o estagiário tem a oportunidade de contribuir com novas idéias para a empresa. "No final do estágio, o estudante pensa, desenvolve e apresenta um projeto usando tudo o que aprendeu durante esse tempo", explica a gerente de Desenvolvimento de RH da Tim Brasil, Jane Teixeira.   Os gestores elegem então os melhores de cada região e posteriormente o melhor entre todos, levanto em conta originalidade, criatividade e aplicabilidade. "Os eleitos passam por um treinamento de uma semana, para o desenvolvimento pessoal e profissional, além de cursos de idiomas", diz.   A analista de Marketing Renata Wunderlich foi estagiária na empresa por oito meses e acha que o período foi de fundamental importância para sua formação. "Desde o início tive responsabilidades e autonomia. Cheguei a fazer apresentações para diretores, além de algumas conferências, o que me fez crescer muito."   O projeto elaborado por Renata quando ainda era estagiária foi selecionado e está em desenvolvimento para possível implementação. "Isso é divulgado internamente e valoriza o autor." Jane ressalta que só o fato de criar e executar um projeto já faz o jovem evoluir: "Eles saem do estágio diferentes. É muito positivo".

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