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Iniciativa comunitária ajuda a superar falta de creche em Bauru

Prédio foi adquirido por um grupo de amigos liderado por um promotor de Justiça

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2017 | 18h06

SOROCABA - Esta quinta-feira, 2, foi um dia especial para 60 crianças com idade entre dois e cinco anos e suas famílias, em Bauru, interior de São Paulo. Elas integram a primeira turma da Associação Creche Sementinhas, projeto criado para enfrentar a falta de vagas em creches públicas na cidade, de 367 mil habitantes. Os pequenos iniciam as atividades em prédio próprio, construído em uma área de 800 metros quadrados, adquirida por um grupo de amigos liderados pelo promotor de Justiça Enilson Komono, do Ministério Público Estadual. 

Além de atuar na Vara da Infância e da Juventude local, Komono participa de um trabalho social com 350 crianças e adolescentes através da ONG Wise Madness, que atua há dez anos na cidade. Frequentemente ele se deparava com mães que não podiam trabalhar por falta de creche. "Juntei outro grupo de amigos que simpatizavam com a causa da infância e decidimos construir uma creche. Identificamos uma região carente, adquirimos o terreno e minha esposa, Noemi, que é arquiteta, fez o projeto arquitetônico", contou. Para que o prédio saísse perfeitamente adequado à sua finalidade, Noemi Komono teve o apoio da coordenadora pedagógica Bruna Richelly.

Em 2013, o grupo fundou a associação, gravou um vídeo institucional caseiro e arregaçou as mangas em busca de patrocinadores que compartilhassem a causa. "Em pouco tempo conseguimos iniciar as obras e, no ano passado, a creche ficou pronta." Komono se entusiasma ao falar da dedicação do grupo para que tudo fosse feito com excelência. "O prédio tem ótima estrutura, com água aquecida por captação solar, aproveitamento da água da chuva, ambientes climatizados, ventilação cruzada nas salas de aula, bibliobrinquedoteca, consultório dentário, secretaria, sala de professores, cozinha planejada, iluminação natural, tudo do melhor. Assim, não vai precisar de manutenção pesada."

A equipe conta com nove funcionários - duas professoras, três auxiliares, coordenadora pedagógica, secretária, cozinheira e auxiliar de limpeza. A associação firmou convênio com a prefeitura e, além do município, principal mantenedor, conta com apoio da Igreja Aliança Cristã e Missionária de Bauru, a qual todos os membros da diretoria são ligados. O atendimento é gratuito e dá prioridade às mães que mais precisam. "Estamos felizes por tornar esse sonho realidade, após cinco anos de luta, mas não vamos parar por aí." Segundo ele, o déficit de creches ainda existe. "Já temos lista de espera e desejamos ampliar o atendimento para 100 crianças em 2018."

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