Inflação volta a subir em SP. Graças à educação

A inflação voltou a subir na cidade de São Paulo, depois de cinco semanas seguidas de queda. Desta vez, os principais responsáveis não foram os alimentos, mas a educação que subiu 3,76%. O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) fechou a segunda quadrissemana de janeiro em 1,79%, alta de 0,05 ponto porcentual ante a primeira prévia do mês. Por causa disso, a Fipe reviu de 1,5% para 2% a estimativa do IPC para janeiro. Se o prognóstico se confirmar, janeiro deste ano deverá ser o maior índice mensal de 2003. Também será a mais alta inflação registrada pelo IPC-Fipe em todos os meses de janeiro desde o início do Plano Real. Apesar da mudança de rota da inflação para este mês, o coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo, mantém a projeção de inflação para este ano de 7%. Para ele, esse aumento não é preocupante porque o índice atual, que mede a variação média das últimas quatro semanas em relação à média das quatro semanas anteriores, está refletindo o que ocorreu com os preços em novembro e dezembro do ano passado, quando o dólar disparou. Ele lembrou ainda que se considerar os efeitos de reajustes das mensalidades escolares (projeção de alta de 10%) e da gasolina (projeção de alta de 9%), além dos reajustes dos cartórios, o piso do IPC é de 1,30%. "A inflação do governo Lula será a de fevereiro." Reajuste das matrículas Heron observa que a diferença deste mês de janeiro em relação ao mesmo período de anos anteriores é o comportamento da alimentação e das tarifas, que incluem os reajustes das passagens de ônibus, trem, metrô, da gasolina. Além disso, como de costume, janeiro é marcado por aumento na matrícula escolar que fez o grupo educação subir 3,76%, ante 1,63% da pesquisa da semana passada, liderando a alta entre os demais grupos na segunda prévia do mês. Os preços do material escolar também pesou no cálculo do grupo educação nesse levantamento. A segunda maior variação foi do grupo despesas pessoais, cuja alta foi de 3,34%, menor do que os 3,44% da primeira prévia. O grupo alimentação teve alta de 2,65%. Os itens habitação (0,75%), saúde (1,39%) e vestuário (-0,19) apresentaram variação menor em relação à primeira prévia do mês. Já transportes subiu para 1,94%.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2003 | 15h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.