Inep rebate Unesco e diz que só uma meta não foi cumprida na íntegra

Dos 6 objetivos da educação, José Francisco Soares reconhece que a redução do nível de analfabetismo não foi atingida na totalidade

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

08 Abril 2015 | 20h58

Corrigida às 17h50 de 9 de abril

Em entrevista ao Estado, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, disse que, das seis metas sobre educação firmadas em 2000 pela Unesco, apenas a que diz respeito ao analfabetismo não foi cumprida na íntegra pelo governo brasileiro.

"É um relatório feito a partir de um acordo internacional, e a gente se apresenta para a comunidade internacional com muita satisfação, porque temos muito o que mostrar", afirmou Soares à reportagem.

Em relação ao objetivo de "expandir a educação e os cuidados na primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis", o presidente do Inep destaca que o número de creches saltou de 13 mil para 34,5 mil entre 2002 e hoje. "Aí existe um erro por parte da Unesco", critica Soares. "Nós estendemos e melhoramos."

Acesso igualitário. Na avaliação do presidente do Inep, o governo brasileiro também conseguiu garantir acesso igualitário de jovens e adultos à aprendizagem e a habilidades para a vida. "Hoje temos 4,2 milhões de matrículas em cursos de educação profissional. Nós melhoramos muito, como pode ser que não atingimos a meta?", questiona.

Para Soares, o País também conseguiu "melhorar a qualidade de educação e garantir resultados mensuráveis de aprendizagem para todos", conforme fixado no objetivo número 6.

"Aqui temos muito o que comemorar, mas em outras dimensões, como no ensino médio, o aumento não foi vibrante como foi no ensino fundamental", admite.

Analfabetismo. Dos seis objetivos, o presidente do Inep reconhece que o que diz respeito à redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até 2015 não foi cumprido na sua totalidade.

"O Brasil melhorou muito, mas não conseguimos melhorar os casos de analfabetismo entre os mais velhos", diz. "Chegamos aos 50% (de redução)? Não. Mas fechamos a torneira."

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