Inep divulga guia para candidato 'entender' as notas do Enem

Provas objetivas são corrigidas pela TRI; pontuação ainda deixa estudantes confusos

Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

28 Dezembro 2012 | 16h37

Além das notas do Enem 2012, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou nesta sexta-feira, 28, um guia para os candidatos entenderem as pontuações que obtiveram nas provas objetivas do exame. Com o material, o órgão pretende aumentar a compreensão dos estudantes sobre a Teoria da Resposta ao Item (TRI), conjunto de modelos matemáticos utilizado na correção das questões.

 

O cálculo da nota da redação já havia sido detalhado em outra publicação.

 

Segundo o manual das provas objetivas, cada exame é corrigido "de forma independente por três grupos distintos de especialistas, todos profissionais com larga experiência na área e com formação em estatística, matemática e/ou psicometria". O guia diz que "esse procedimento de tripla conferência garante a qualidade dos resultados do Enem".

 

Parte dos estudantes ainda desconfia dos resultados entregues pela TRI. A dúvida mais comum entre os candidatos do Enem refere-se à atribuição das notas. Nos exames convencionais, corrigidos pelo modelo estatístico clássico, quem acerta 45 de 90 questões, por exemplo, tira 45 pontos. Com a TRI, ainda que o número de respostas corretas de dois alunos na mesma prova seja idêntico, eles podem obter notas diferentes.

 

A lógica por trás do Enem considera não só a quantidade de acertos, mas também a dificuldade de cada item e a “coerência” das respostas. Se o aluno A acerta todas as 30 questões fáceis de uma prova e 15 médias, e o aluno B, as mesmas 30 fáceis e 15 difíceis, a nota de A será maior que a de B. Afinal, é mais provável que A tenha acertado as médias por conhecimento e B tenha chutado as difíceis e acertado por sorte.

 

Criada nos anos 1950, a TRI passou a ser empregada no Enem em 2009 porque permite a comparação de notas de diferentes edições da prova – antes isso não era possível. Para tanto, todas as questões aplicadas no exame, agora, precisam ser pré-testadas com grupos reduzidos de estudantes e colocadas numa régua que determina o nível de dificuldade e a capacidade de diferenciar candidatos que sabem dos que não sabem.

 

Se por um lado o Enem passou a medir com mais precisão a proficiência dos candidatos e a oferecer um diagnóstico melhor da situação do ensino médio no País, por outro complicou a vida do aluno na hora de entender sua nota, que varia numa escala de zero a mil pontos.

 

As notas máxima e mínima da edição 2012 ainda não foram divulgadas pelo Inep.

 

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