Andre Lessa/Estadão
Andre Lessa/Estadão

Inep demite dois funcionários após falha de segurança em prova

Problema ocorreu na entrega do Encceja, que certifica competências de Jovens e Adultos, à gráfica; servidor teria esquecido senha

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 22h58

SÃO PAULO – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) admitiu uma quebra no protocolo de segurança na impressão de uma prova que seria realizada em agosto. O órgão exonerou dois servidores de cargos em comissão por envolvimento no caso.

O problema ocorreu na entrega das provas do Exame Nacional de Certificação e Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para a gráfica, que fica em São Paulo. Segundo o Inep, que também é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as inscrições estão mantidas até o dia 31 de maio, mas o órgão não esclareceu se a realização do exame segue prevista para agosto. Mais de 700 mil pessoas já se inscreveram no Encceja.

Em uma nota em seu site oficial, o Inep disse que a falha de segurança ocorreu após o servidor responsável pela entrega à gráfica esquecer a senha para abrir os arquivos da prova. Ele havia viajado de Brasília a São Paulo para o procedimento, e deveria abrir a prova apenas na sala cofre da gráfica.

Ainda segundo o órgão, este funcionário teria ligado para seu superior, que entrou na "sala cofre" do órgão e repassou a senha para o servidor em São Paulo por telefone. "O procedimento correto seria gravar outra mídia e ser feita uma nova senha. Ambas deveriam ser reenviadas para a gráfica", disse o Inep, em nota.

O problema teria sido registrado pela equipe de segurança do Inep. "Os procedimentos internos foram seguidos à risca para garantir a credibilidade das provas do Encceja", diz o órgão. 

Presidente demitido

A falha de segurança e as exonerações de servidores ocorrem menos de uma semana após a demissão do último presidente do Inep, Elmer Vicenzi. Ex-delegado da Polícia Federal, Vicenzi se envolveu em uma disputa com integrantes da área jurídica do órgão. O ex-presidente defendia a divulgação dos dados produzidos pelo Inep, como avaliações e indicadores educacionais. A procuradoria é a favor de uma política de sigilo dos dados, que envolvem informações de alunos e escolas.

No início do ano, a gráfica responsável pela impressão do Enem decretou falência, em outro caso que envolveu os exames feitos pelo Inep. O órgão disse que o cronograma da prova está mantido.

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