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Inep admite 'equívoco' na divulgação da nota das escolas no Enem

O órgão, vinculado ao Ministério da Educação e responsável pela prova, deixou de fora boa parte das escolas federais do País

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2016 | 17h52

O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) reconheceu um “equívoco” na divulgação das médias das escolas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015. O órgão, vinculado ao Ministério da Educação e responsável pela prova, deixou de fora boa parte das escolas federais do País. Com isso, a maioria das posições no ranking deve mudar. 

Em nota, o Inep informou que essas instituições não entraram na lista por uma interpretação errada da equipe técnica da Portaria 501, publicada em 27 de setembro, que definia os critérios de divulgação dos resultados do Enem. O órgão havia justificado antes que escolas que ofertam ensino médio integrado ao técnico não teriam suas médias divulgadas. 

As médias dos colégios federais, segundo o órgão, serão calculadas e liberadas “tão logo seja possível”. A expectativa é de que os dados sejam liberados até o fim deste mês.

Os institutos federais costumam alcançar boas posições no ranking do Enem. No último ano, o Instituto Federal do Espírito Santo, no câmpus Vitória, foi a melhor escola pública do País – e 23.ª no ranking geral – na média das provas objetivas (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas). Neste ano, o colégio capixaba não apareceu na lista.

No ranking do Enem 2014, havia pelo menos 270 institutos federais, de todos os Estados do País. Naquela edição do exame, a média da rede federal – o que inclui colégios técnicos ou de aplicação – foi de 567,63 pontos. A média total da rede pública foi de 490,66 pontos. 

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) havia divulgado manifesto contra a ausência na lista. “As instituições da rede vêm crescendo positivamente no ranking. Portanto, tínhamos uma expectativa diferente para a divulgação do resultado”, disse, em nota, o presidente do conselho, Marcelo Bender Machado. 

De acordo com o presidente da entidade, a exclusão dos institutos e centros federais do ranking não havia sido informada ao Conif. Nas redes sociais, estudantes dessas escolas também protestaram contra a falta de divulgação de notas. 

Processos seletivos. Aumentou a proporção de estudantes que usaram o Enem para ingressar na graduação, conforme mostrou o Censo da Educação Superior 2015, divulgado nesta quinta-feira, 6. De 1,944 milhão de estudantes que entraram em cursos de graduação presencial ou a distância no ano passado, 538 mil (27,7%) conquistaram a vaga pela nota do exame. 

O restante dos calouros conseguiu a vaga por outros tipos de processo seletivo, como vestibulares tradicionais ou avaliações seriadas. No ano anterior, a taxa de ingressantes via Enem foi de 24,9%. 

As 63 universidades federais e parte da rede privada usam o Enem como parte ou todo o processo seletivo. Desde 2015, a Universidade de São Paulo (USP) adota o exame como método alternativo de ingresso. Neste ano, 21% das vagas serão preenchidas pelo Enem.

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