Inep abre sindicância para investigar vazamento do Enem

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim José Soares Neto, afirmou hoje que abriu uma sindicância para apurar eventuais responsabilidades de funcionários no episódio que resultou no vazamento da prova do Enem de 2009. Depois de quase três meses de auditoria, o Inep não responsabilizou ninguém pela fraude até agora.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agencia Estado

13 Janeiro 2010 | 19h59

Baseado nos resultados da auditoria interna e no inquérito da Polícia Federal sobre o vazamento, o Inep por enquanto decidiu pedir o ressarcimento dos R$ 37,2 milhões pagos às empresas do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), que aplicaria a prova que vazou. Segundo informações divulgadas hoje pelo Inep, as investigações indicam que houve descumprimento contratual pelo consórcio.

De acordo com Soares Neto, as empresas que compunham o consórcio foram notificadas e têm um prazo de cinco dias para apresentar uma resposta. Após esse prazo, o Inep vai oficiar a Advocacia Geral da União (AGU) para que busque o ressarcimento judicialmente. Além dessa providência, Soares Neto informou que o Inep pedirá a execução de uma fiança bancária de R$ 6 milhões apresentada pelo consórcio como garantia.

Mais conteúdo sobre:
Enem Inep sindicância investigação

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.