Incubadoras estimulam o empreendedorismo

Projetos nas universidades auxiliam empresas que estão começando e prestam consultoria com apoio de professores

Fernanda Bassette, Especial para O Estado

23 Julho 2017 | 03h00

Uma tendência das universidades é associar o ensino a incubadoras, programas para estimular o empreendedorismo dos alunos e auxiliar empresas que estão começando, prestando consultoria com apoio dos professores.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi uma das primeiras instituições a incluir o empreendedorismo na graduação - isso em 2007. O assunto já era abordado em eletivas, mas, com a experiência positiva e o perfil empreendedor dos alunos, a disciplina entrou na grade. “Nosso objetivo era despertar a vontade de empreender. A matéria cumpriu sua função e passamos a ser reconhecidos como uma instituição que fomenta o empreendedorismo. Muitos alunos procuram o curso da FGV justamente por causa disso”, afirmou Gilberto Sarfati, coordenador do GVentures, a aceleradora universitária da FGV, criada em 2016 para acelerar empresas e fomentar o ecossistema empreendedor, perfil de boa parte dos estudantes. Muitos empreendem ainda na graduação. 

O Centro de Empreendedorismo, no Insper, faz um trabalho semelhante às incubadoras. Há muitos parceiros, o que permite a realização frequente de feiras, eventos e palestras.

Na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), o Centro de Empreendedorismo atende alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. Desde 2003, mais de cem projetos se tornaram reais. E há histórias de sucesso: em 2015, a aluna Pamela Helena Borges lançou o aplicativo Lion, uma solução para contribuintes do Imposto de Renda. O projeto ficou em segundo lugar no concurso FAAP Empreenda, uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Microempresas (Sebrae).

A USP também tem uma incubadora para alunos de todos os cursos. Além disso, mantém uma agência de inovação para estimular a pré-aceleração de empresas. Os alunos criam entidades estudantis para contribuir com empresas juniores.

Desde 1990 a USP tem a Empresa Junior, associação de alunos sem fins lucrativos para criar eventos que vão do básico - como fazer melhor o currículo - até ações específicas - como participar de um processo seletivo. Estima-se que o Brasil tenha cerca de 300 empresas juniores em atividade. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.