IDJ revela relação complexa entre renda, estudo e trabalho

Jovens que estudam e não trabalham aparecem com maior probabilidade nos extremos dd distribuição de renda

19 de dezembro de 2007 | 12h53

O estudo que deu base à nova edição do Índice de Desenvolvimento da Juventude (IDJ), divulgado nesta quarta-feira, 19, desmente a visão de que existiria uma relação direta e linear entre renda alta e acesso à escola, e renda baixa e opção pelo trabalho.   Confira o IDJ dos Estados e a evolução históricaRelatório na íntegra (PDF)   A terceira edição do Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), medida em 2007, foi preparada pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfizs para a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), Instituto Sangari e Ministério da Ciência e Tecnologia.   Embora registre uma ligação entre renda familiar e possibilidade de estudos, o levantamento mostra que os jovens que só estudam e não trabalham são encontrados com maior probabilidade nos dois extremos - alto e baixo - da distribuição de renda, e que a proporção de jovens que só trabalha, sem estudar, cresce com a renda, tendência que só se reverte na faixa dos 20% de renda superior.   Dos 34,7 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 24 anos, 30%, ou 11 milhões, só estudam; 18%, ou 6,2 milhões, conciliam trabalho e estudo; e 20%, ou cerca de 7 milhões, não estudam e nem trabalham.   O IDJ revela ainda que, nas camadas de renda inferior, os jovens não conseguem trabalhar nem continuar estudando: como não têm níveis de escolaridade compatíveis com as demandas do mercado, não conseguem trabalho.   Como não têm renda suficiente, não conseguem continuar estudando. O sumário executivo do IDJ aponta uma chance - "ainda incipiente" - de reversão do quadro por meio de programas como o Bolsa-Escola e o Bolsa-Família.

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