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Ideologia da destruição

Demissão de Weintraub é motivo de comemoração para todos efetivamente comprometidos com a educação

João Marcelo Borges*, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2020 | 16h05

A demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação é uma festa triste. O convite foi enviado há muito, mas a celebração tardou. Uma festa, porque seu afastamento da cadeira que já foi de Darcy Ribeiro é motivo de comemoração para todos efetivamente comprometidos com esse setor. Triste, pois sua saída não afasta o olavismo esotérico-autoritário do MEC e não há garantia, nem mesmo muita esperança, de que seu sucessor altere a trilha.

Em 14 meses, o rol de entregas de Weintraub é tão limitado como seu domínio do vernáculo. Até hoje aguarda-se o programa nacional de alfabetização anunciado como meta de 100 dias de governo. A expansão do programa de ensino médio em tempo integral também segue parada. Na educação superior, alardeado com pirotecnia em agosto de 2019, o Future-se chegou desidratado e silencioso ao Congresso já em meio à pandemia. Dentro do próprio governo, foi apenas tolerado e foi alijado das negociações sobre o novo Fundeb.

Weintraub também tentou destruir muito: as universidades, a independência dos entes federativos, a confiança na relevância e no poder transformador da educação. Conseguiu menos do que queria, pois encontrou educadores, instituições e a própria lei a limitar suas diatribes. Foi incompetente para criar e para destruir. A destruição é sua ideologia, mas a incompetência é sua maior marca.

* É Diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação

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