Identificação com cultura corporativa conta ponto em processo seletivo

Para gestora de RH, empresas preferem recrutar quem 'veste a camisa' a profissionais experientes

Márcia Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

12 Maio 2012 | 18h08

Mais do que avaliar o conhecimento técnico do candidato, a AmBev também verifica se a personalidade do profissional se encaixa com a sua cultura corporativa. Para a gerente de recrutamento e seleção da companhia, Isabela Garbers, vale mais investir em um candidato que se identifique com os ideais da empresa e veste a camisa do que a experiência que ele traz do mercado.

 

“O que nos importa no processo seletivo é ver o brilho no olhar do candidato e a postura de se sentir dono da empresa, querer evoluir e trazer resultados, como se fosse para ele mesmo. É este o perfil da AmBev e são estas características que valorizamos em um profissional quando abrimos um processo seletivo”, ressalta Isabela.

 

De acordo com a gerente, a companhia também avalia a integridade do candidato e mantém um monitoramento até mesmo após a contratação.

 

“Qualquer desvio de conduta é reprovado pela companhia. Não gostamos de profissionais que preferem tomar atalhos e fazer o caminho mais curto para se beneficiar. Queremos que nossas premissas sejam seguidas à risca”, comenta Isabela.

 

Outra empresa que foca a seleção na afinidade que o candidato tem com os objetivos da corporação é o Grupo Boticário. Segundo o diretor de desenvolvimento organizacional do grupo, Rogério Bulhões, a empresa espera dos profissionais mais do que as competências técnicas e pessoais necessárias para a função para a qual são contratados.

 

“Nós buscamos profissionais comprometidos com os resultados em todas as dimensões da organização - não somente em resultados quantitativos, mas também no clima organizacional e na qualidade das relações. Vale ainda destacar que o grupo prioriza profissionais com conduta íntegra e respeitem e valorizem as pessoas e as relações”, comenta Bulhões.

 

A Natura, para todos os processos seletivos, utiliza um inventário de reflexão, que é uma linha condutora para a entrevista e um indicador do propósito do candidato e do quanto ele está alinhado com a essência e propósito da empresa.

 

Na TAM, para cada função e área existem testes diferentes, tanto psicotécnicos quanto testes técnicos específicos de cada área. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da companhia, vários motivos podem reprovar um candidato que participa do processo seletivo. Principalmente a falta de aderência aos valores da empresa.

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