'Ideia é fantástica', diz especialista em EaD sobre criação da Univesp

Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, diz que nova universidade nasce porque USP, Unesp e Unicamp resistiram a oferecer cursos a distância

Estadão.edu,

20 Abril 2012 | 01h08

O presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Fredric Litto, considera "fantástica" a iniciativa do governo estadual de criar a Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), instituição que oferecerá cursos de graduação e pós a distância.

 

"Isso significa que a concentração de excelência no ensino superior não se dará mais apenas nas cidades onde as três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) têm câmpus presenciais", diz Litto. Ele participou na manhã de quarta-feira, 25, da cerimônia em que Geraldo Alckmin assinou o projeto de lei que institui a Univesp. A proposta segue agora para aprovação da Assembleia Legislativa.

 

Litto acredita que o programa Univesp, criado em 2008 para oferecer cursos a distância, não avançou por "resistência" de professores das parceiras USP, Unesp e Unicamp. "Pelo que se escuta nos bastidores, as universidades dificultaram tanto a criação de novos cursos que o governo resolveu criar uma nova universidade."

 

O presidente da Abed espera que a médio prazo a Univesp ofereça cursos com forte demanda, como Administração, Direito e Pedagogia. Por enquanto, a Univesp planeja promover licenciaturas em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências; bacharelados em Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Sistemas para Comércio Eletrônico, Segurança da Informação e tecnológico em Processos Gerenciais; e as especializações em Formação de Educadores para Linguagem Brasileira de Sinais e Formação de Professores de Engenharia.

 

A ideia do governo de dar autonomia à Univesp foi revelada em 27 de fevereiro pelo Estadão.edu. A fundação será vinculada à Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia. Além dos cursos próprios, a Univesp continuará realizando parcerias com USP, Unesp e Unicamp e o Centro Paula Souza. A meta é atingir, em quatro anos, a marca de 24 mil alunos, dos quais 12 mil próprios e 12 mil em cursos conveniados.

 

O programa Univesp foi lançado em 2008. Os cursos de graduação e pós são semipresenciais, ou seja, têm atividades online e encontros presenciais (que somam de 35% a 60% da carga horária total). Os alunos também assistem a programas produzidos pela Fundação Padre Anchieta e veiculados no canal digital 2.2, da TV Cultura.

 

Para Litto, as críticas feitas à educação a distância são "sempre genéricas". "Dizem que não tem qualidade, mas há instituições de qualidade", defende. "Nenhuma crítica específica é feita. E quando o fazem, é exatamente a mesma crítica que fazemos ao ensino presencial." Ele acredita que a EaD terá "cada vez menos oposição".

 

Se o projeto for aprovado pelos deputados, a Univesp deixará de ser um programa para ganhar autonomia e orçamento próprio. Deve começar a operar já em 2013, desde que consiga credenciamento do Conselho Estadual de Educação e do Ministério da Educação.

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