Hospital universitário do interior de SP pára por duas horas

O atendimento no Hospital Universitário (HU) de Taubaté, no Vale do Paraíba, ficou prejudicado na manhã desta segunda-feira, graças à paralisação de enfermeiros e auxiliares, que protestaram contra condições precárias de trabalho. Segundo o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo, os profissionais do HU estão sem reajuste salarial há sete anos. "Uma defasagem salarial de mais de 80%", afirmou a presidente do sindicato, Solange Aparecida Caetano.Por duas horas e meia os trabalhadores cruzaram os braços e o atendimento foi paralisado. Na entrada do hospital, os pacientes foram recebidos com uma carta que explicava os motivos da paralisação. Entre as reivindicações apresentadas pelos profissionais estão o cumprimento das férias atrasadas, o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que segundo os manifestantes está há seis anos sem ser depositado e ainda melhoria nas condições de trabalho. "Falta material de sutura, agulhas, seringas e isso prejudica a qualidade do atendimento à população" argumentou a presidente.Além do impasse das reivindicações a categoria, formada por cerca de 900 profissionais contratados pela Fundação Universitária de Saúde de Taubaté (Fust), esta denuncia que não está sendo defendida pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Taubaté por serem contratados pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). "Fomos até o sindicato e eles nos ameaçaram dizendo que arrumar emprego hoje em dia estava muito difícil", afirmou uma enfermeira que não quis ser identificada. O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Maurício Carvalho negou as acusações e disse que vai levar as reivindicações até a direção da Fust, entre elas o pedido de 20% de reajuste salarial. No hospital a informação da assessoria de imprensa é que a instituição vai abrir negociação com a categoria.

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