Harvard quer mais alunos estrangeiros

Processo seletivo, salários de professores, mensalidades e políticas de cotas para negros. Foram esses alguns dos temas debatidos nesta quarta-feira por um grupo reitores de universidades brasileiras e o reitor de Harvard, Lawrence Summers, que veio a São Paulo para uma série de rápidos encontros com representantes da área da educação. Embora não tenha tratado especificamente de parcerias e convênios com o País, Summers revelou interesse em aumentar a presença de brasileiros na instituição americana."Estamos destinando a ajuda financeira de maneira mais generalizada para estudantes estrangeiros, incluindo os do Brasil", já havia dito ele, por telefone, na terça-feira. Sem dar mais detalhes, disse ainda que a universidade está "ampliando compromissos com a América Latina em geral e com o Brasil".Harvard é uma das mais prestigiosas universidades americanas. Summers disse que em alguns cursos da instituição já há cerca de 30% de estrangeiros matriculados. Para quem não é beneficiado por programas de bolsa, o gasto anual com mensalidades e moradia é de US$ 40 mil.A universidade é contrária à política de cotas para negros ou minorias, disse o reitor americano. Mas acrescentou que há uma preocupação institucional em ter uma diversidade entre seus alunos. Durante a conversa, Summers ainda teria ficado surpreso com o valor médio dos salários dos professores universitários no Brasil. Ao todo, reitores de nove instituições brasileiras estiveram com ele para trocar informações sobre os sistemas de educação superior nos dois países.O encontro foi organizado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, que no começo do ano fez uma série de palestras na universidade. À noite, Summers daria uma palestra na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-GV) para empresários, professores e estudantes. Nesta quinta-feira ele tem audiência com o ministro da Educação Tarso Genro, em São Paulo.

Agencia Estado,

01 de abril de 2004 | 06h24

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