Haddad não convence OAB sobre nova prova do Enem

Para presidente da Ordem, candidatos do exame têm que competir em condições de igualdade; Haddad insiste na TRI

Carolina Stanisci, Estadão.edu

09 Novembro 2010 | 16h36

O ministro da Educação, Fernando Haddad, não conseguiu convencer a OAB que a realização de uma novo Enem para estudantes que receberam provas com erros não vai prejudicar os demais candidatos. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, ressaltou que irá discutir, com outros membros da Ordem, sobre o assunto, e que terá um posicionamento até o final da semana.  "Nossa preocupação sempre foi com o princípio constitucional da igualdade entre os candidatos", diz Cavalcante.

 

O ministro tinha anunciado em coletiva na segunda-feira que tentaria convencer a Justiça da possibilidade de novo exame usando como argumento a Teoria da Resposta ao Item, que permite que duas provas diferentes sejam aplicadas com o mesmo nível de dificuldade.

 

"A TRI ainda não foi analisada sob a ótica do direito. Para nós, advogados, juristas, juizes,  ela soa num primeiro momento muito diferente da prática que temos nos concursos tradicionais", disse Cavalcante.

 

O Estadão.edu apurou que o ministro teria ficado perplexo com os argumentos da OAB. 

Durante a concorrência, explica o presidente da OAB, os candidatos devem "ter acesso de forma igual". Até o final da semana a Ordem terá um posicionamento final sobre o assunto. "Se isso (uso da TRI) não ferir princípio da igualdade, não teremos dificuldade em ratificar."

 

O presidente da Ordem, porém, ressaltou que não se "impressiona com a apologia ao caos". "Essa argumentação de que (a anulação da prova) vai quebrar a educação no Brasil não nos impressiona. Estamos preocupados com a Constituição e com o direito de todos os concorrentes."

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