Haddad: 'Inep conferiu matriz das provas, mas é impossível verificar todas'

De acordo com o ministro da Educação, é preciso convencer o judiciário de que a tecnologia permite aplicar uma outra prova, sem recorrer à anulação

estadão.com.br

09 Novembro 2010 | 07h58

Em entrevista ao programa Bom dia Brasil, da TV Globo, o ministro da Educação Fernando Haddad afirmou nesta terça, 9, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não consegue fiscalizar todas as provas do Enem que são aplicadas. "O Inep conferiu a matriz das provas do exame, mas é impossível verificar todas", disse, citando a carta recebida pela gráfica afirmando que algumas provas saíram com erro de impressão.

 

"Os estudantes merecem sim uma retratação", afirmou o ministro. "O que precisamos fazer agora é convencer o judiciário de que a tecnologia permite aplicar uma outra prova, seguindo a mesma escala, mesmo grau de dificuldade, sem prejudicar o exame e os alunos". Fernando Haddad reafirmou a posição de que o Enem não deve ser anulado. "Não há nenhuma razão para cancelar a prova do sábado".

 

Quanto aos erros de grafia e de conteúdo atribuídos ao exame, o ministro respondeu que é preciso aguardar o parecer dos técnicos, ou seja, dos professores universitários convidados a fazer a chegagem final do exame. Ele comparou o valor do Enem a outros exames internacionais, como o Toefl - que avalia o potencial do aluno na fala e escrita da língua inglesa.

 

Outra questão levantada foi a desistência de algumas faculdades em usar o exame em seus vestibulares. "Isso não teve nada a ver com o Enem. A desistência do ano passado se deveu ao fato de que não conseguimos processar os resultados a tempo. Esse ano, o dobro de universidades usará o exame. E mais de 500 mil alunos a mais se inscreveram", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.