RAFAEL ARBEX ESTADAO
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Haddad diz que redação do Enem foi 'oportuna'

Tema tratou de violência contra as mulheres; deputados conservadores acusam governo de 'doutrinação'

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2015 | 15h25

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Educação que tornou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) uma prova de processo seletivo às universidades públicas, elogiou o tema da redação do último final de semana e disse ser “oportuna” a escolha do tema 'A persistência da violência contra a mulher no Brasil'. Na manhã desta terça-feira, 27, ele participou de um debate em um auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), local onde fez seu mestrado em economia. 

“O Enem está cada dia melhor e é natural essas discussões de abordagem pedagógica, calibragem do exame do ponto de vista de conteúdo, da capacidade analítica”, afirmou Haddad, durante coletiva de imprensa. Logo após a prova, o tema esteve am alta nas redes sociais. Já os deputados federais Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP), ambos da ala conservadora de Brasília, consideraram questões sobre gênero como uma espécie de “doutrinação”. 

“Quando estamos discutindo o Enem estamos discutindo o país que a gente quer. Um país mais tolerante, um país mais democrático. Os professores manifestarem sua opinião e o corpo técnico do Inep, que não tem nada de político,  vai calibrando a prova e aperfeiçoando a prova ano a ano”, afirmou Haddad. Para ele, “antigamente” as fraudes e roubos no Enem eram discutidos e, hoje, há uma “abordagem pedagógica” do conteúdo da prova. 

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