WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Haddad deve entregar 100 de 243 creches prometidas

Entraves burocráticos, como lentidão para desapropriações, são alguns dos obstáculos apontados para que a meta fosse revista

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

20 Maio 2015 | 03h00

SÃO PAULO - A gestão Fernando Haddad (PT) não deve entregar nem metade das creches prometidas na campanha eleitoral, em 2012. Enquanto o plano de obras da gestão fala em 243 prédios novos, a Secretaria Municipal de Educação já trabalha em terminar o mandato com 100 obras.

A estimativa é do secretário de Educação do Município, Gabriel Chalita. “Para ser realista, vamos conseguir até o fim do mandato entregar 100 creches”, diz Chalita. Os entraves burocráticos, como lentidão para desapropriação de terrenos, são alguns dos obstáculos apontados para que a meta fosse revista. A rede municipal de São Paulo fechou o mês de março com 236.505 crianças matriculadas - e o número deve continuar crescendo ao longo do ano. Na comparação com dezembro de 2012, último ano da gestão Gilberto Kassab (PSD), a Prefeitura tem até agora um saldo de 22,4 mil novas vagas preenchidas. Haddad prometeu criar 94 mil vagas em creche, para zerar a fila registrada em 2012. Em março, a fila por creche chegou a 105.967.

Para conseguir acelerar a criação de vagas, Chalita tem apostado em parcerias com empresas, para que elas banquem a construção ou a doação do terreno. Já há duas creches acordadas com o Shopping Iguatemi e outras 20 com a rede de supermercados Carrefour. Segundo Chalita, o Shopping Aricanduva, cartórios e outros mercados já mostraram interesse.

Segundo o balanço mais recente da Prefeitura, 31 creches foram entregues pela atual administração até abril de 2015. Outras 33 estão em obras e 11 começarão a ser erguidas ainda este ano, segundo a secretaria. Outras 12 têm pendência de terreno para começar as obras.

CEUs. Com relação aos 20 Centros de Educação Unificada (CEUs), apenas um foi entregue - em Heliópolis, zona sul. A aposta da Prefeitura é a venda de um terreno municipal na Freguesia do Ó, zona norte, no valor estimado de R$ 200 milhões, para conseguir dinheiro para novos CEUs. 

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