Haddad critica ocupação, mas diz que USP não é 'Cracolândia'

Apesar de afirmar que invasão de reitoria é 'expediente autoritário' , ministro pregou 'cuidado na interação com comunidade'

Gustavo Uribe, Agência Estado

08 Novembro 2011 | 15h21

 O ministro da Educação, Fernando Haddad, condenou o movimento de estudantes que invadiram a reitoria da Universidade de São Paulo, mas disse que "o câmpus da USP não pode ser tratado como se fosse a 'Cracolândia'". Ele avaliou que os jovens, retirados na madrugada de hoje pela Polícia de Choque, acabam criando "um fato político", mas sem produzir os "efeitos desejados". "Entendo que esse expediente de invadir reitoria, além de ser autoritário, é ineficaz, não produz bons resultados em nenhum lugar."

Apesar disso, o ministro observou que a USP não pode tratamento idêntico ao da "Cracolândia", região do centro de São Paulo conhecida pela presença de usuários de crack. "Precisamos compreender que é preciso, tratando-se de um campus universitário, ter todo o cuidado na interação com a comunidade universitária, sejam com alunos, professores ou funcionários."

Haddad lembrou que esse tipo de manifestação não vem ocorrendo apenas na USP. "Esse é realmente um procedimento em que uma minoria, de maneira arbitrária, cria um fato político sem produzir os efeitos desejados." Ele participou hoje de vistoria ao antigo Hospital Psiquiátrico do Juqueri, que, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), deverá ser sede do novo câmpus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) na cidade de Franco da Rocha, Grande São Paulo.

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